terça-feira, 13 de junho de 2017

Somos todos como ele

As vestes maltrapilhas, cabelos desgrenhados e pés descalços sugerem que a figura em questão é indigente.
O mau odor, os olhares tortos de todos ao seu redor confirmam, é sim um ser abjeto.
Ele se senta no degrau do ônibus que estavamos e começa a conversar. 
Não, não com as pessoas que o cercam, pois que estas estão ocupadas a comentarem entre si covardemente, haja visto o tom levemente atenuado para que este não pudesse ouvi-las e saber que ironicamente é o centro das atenções naquele coletivo.
Conversava sozinho, diríam. Penso que talvez estivesse a dialogar, um diálogo intenso inclusive, com uma criação de sua mente.
Devido às drogas, esquizofrenia ou o resultado da situação a qual está exposto todos os dias.
O ser humano é terrível e foi ele o responsável pelo estado deste jovem rapaz de sabe-se lá quantos anos de idade.
Este rapaz que podería ser eu ou você. Este rapaz que sim, sou eu e é, meu caro leitor, você. Contudo, talvez uma extensão de nós um tanto mais intensificada.
Nós que somos todos os dias olhados de modo desagradável por um e outro
Nós que ouvimos muitas vezes e nos fazemos de surdo (porque é melhor) palavras não tão legais, direta ou indiretamente
Nós que conversamos sozinhos o tempo todo quando assim estamos ou em alguns casos, em outras presenças e que, ainda assim não somos taxados de loucos
Nós, que estamos sozinhos no mundo mesmo que acompanhados
Nós que constantemente somos submetidos a tantas dificuldades que a vida nos...proporciona, e que buscamos nosso modo de lidar com elas...álcool, festas, e por que não drogas? sim, talvez não as mesmas as quais ele consome, afinal, não se esqueça que ele é a versão mais dramatizada de tudo aquilo que somos e vivemos, mas, ainda assim, drogas são drogas.
Nós que nos achamos mais, e que julgamos com olhares antes mesmo das palavras e que ao olharmos, pensamos involuntariamente e criticamos fervorosamente quem sequer damos a oportunidade de conhecer, somos nós leitor. Todos nós. Mas, sabe que diante disto tudo percebi dessemelhanças irrefletidas ao agirmos "impensadamente"
Ele não nos julga, não nos critica, não se acha superior, ele sequer nos olha feio porque ele mal olha para nós kkk, não nos acua e inferioriza-nos.
E você se achando mais. Ele, na dele, por piores que sejam seus pesos, consegue ser superior a nós mesmo com a vida que leva
Devido às drogas? Ao estado em que chegou?

Whatever. 

Isto realmente não importa. Assim como nós, que passamos todos os dias por alguns dele, espalhados por cidades que pregam a modernização, não nos importamos com suas presenças tidas como desagradáveis.
Talvez devessemos refletir ao menos um pouco que exemplos como este são mais que o retrato de um país ainda cheio de falhas e carências.
Talvez devemos perceber que esta, a carência, está imersa em cada um de nós.
Carência de empatia e de consciência, de discernimento e compaixão. 
Mas veja leitor, como a vida é engraçada. Por ironia, tudo acaba voltando a nós mesmos, dado que agimos de modo que não gostariamos que agissem conosco porque no fim das contas tratamos a nós de forma repudiável, pois somos cada um de nós , quer queiramos ou não, ele.

#UmaHeliofóbica

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Socialize!

Socialize!
É o que eu escuto desde meus...alguns anos de vida. E é engraçado como as pessoas procedem insistindo em uma coisa que não mudou em 19 anos. Talvez porque lidar com esta "estranheza" seja para elas bem mais complicado do que para mim ser tida a vida toda como estranha. Aliás,é possível que sim, pois já há algum tempo parei de me questionar porque sou como sou e aprendi não a lidar, mas a gostar de mim desta forma.
Há coisas que não precisam nem devem ser mudadas e que se o fizer perde a essência da pessoa e uma das piores coisas que há é perder sua essência. Se não lhe faz mal, se não faz o mal a ninguém porque tanto incômodo por parte de terceiros?
Socialize kkkk 
Lembrei agora quando eu ía para o apartamento de minha tia, eu tinha uns 10 anos e ela falava: Vá para a piscina e faça amizades.
E como eu odiava essa sugestão meio que como um conselho bem imperativo mais parecido como uma ordem.
Bicho do mato, estranha, tabaréu kkkk, eram alguns sinônimos para Adriann e talvez ainda sejam pois de lá para cá as coisas não mudaram tanto, ao contrário, acho que estou mais convencida de que é isso que sou.
E eu preciso dizer que ía a piscina e não falava com ninguém a menos que falassem comigo???
Acho que não.
Fale alguma coisa ou ao menos sorria_Era um suplício de uma mãe que não quería passar vergonha por ter uma filha que aparentava má educação.
-Acho que você devería interagir mais
-Nós falamos e você não diz nada, parece que não se interessa
-Acho que a única coisa que você precisa mudar é socializar mais
-Você não socializa porque não quer


Não culpo os donos de nenhuma destas frases. Sabe, talvez estas pessoas só queiram o meu bem e pensem que sou triste por assim ser, mas depois de tanta reflexão e análises feitas por mim de mim mesma e autoavaliação da forma como levo a vida e a forma como tento algumas vezes para agradar a terceiros, percebo que sou infeliz quando do contrário, não sou quem realmente sou. Perde-se a espontaneidade.
Tanto é que uma das minhas frases mais utilizadas é: "Odeio fazer a linha simpática". Sim, porque é tão anatural, é tão forçado e isso não sou eu.
Quando privada, de certo modo, de falar o que quero prefiro o silêncio
Quando não gosto de algo ou de alguém opto por me calar
Quando uma opinião me desagrada eu geralmente fico na minha
Porque o silêncio muitas vezes não é a pior coisa e sim, é uma forma não sei se de socializar, mas sem dúvida de se comunicar. Pois eu sou tão quem sou que quem convive comigo sabe logo se algo está errado. E se esse meu jeito não prejudica ninguém, do contrário, muitas vezes facilita a comunicação, porque reclamam tanto?
Aprendi nestes anos, após algumas experiências, que não se deve mudar a menos que este objeto de mudança esteja prejudicando a si mesmo.
Sinto-me mal quando sou forçada a fazer coisas e ser quem não sou e não vale a pena mudar para agradar aos outros e se sentir mal a cada dia.
Eu socializo a meu modo, como acho que devo, com quem devo e isso me tem bastado. Imagino que algum dia isso deixará de ser um problema. Mas para isso as pessoas deverão olhar mais suas questões pessoais dignas de mudanças e aceitar o jeito daqueles que estão em suas vidas ou não.

#UmaHeliofóbica


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Se aceitar do jeito que você é?

Na noite passada ocupei alguns de meus minutos a assistir a mais um vídeo no youtube de um garoto que acompanho há algum tempo e que gosto o suficiente para ativar as notificações e não ter abandonado no meio do caminho por simplesmente ter me exaurido de seus conteúdos ou dele próprio.
Seguinte, a temática do vídeo era basicamente "reagir", algo que muitos youtubers fazem. Mas de que isso importa se é bobagem? Estava há um dia das tão aguardadas férias e queria fazer qualquer coisa que não demandasse esforço mental ou algo do gênero. 
Enfim, ele reagiu a um vídeo de uma cantora que eu gostava bastante e especificamente à música que era minha predileta. E ao final disse uma coisa que bastantes pessoas aconselham: "Se aceite do jeito que você é".

Acontece que a música em questão trata exatamente da temática estética e sobre como somos bombardeados pela mídia para mudarmos quem somos e sobre como somos induzidos a não nos sentirmos satisfeitos conosco. Então... O comentário dele ficou martelando em minha cabeça por alguns minutos inclusive quando me deitei: "Puxa, que legal ele falando isso"_Foi de ímpeto minha reação ao ouvir. Porém, depois comecei a me questionar até que ponto essa afirmativa era verdadeira. Até que ponto ela é realmente dita por nós e não no automático, devido a repetitividade.
Eu citaria ele como exemplo perfeito para isso porque ao meu ver é um dos garotos mais lindos que já vi, mas, seria um resultado muito induzido..Então, esquece isso..Melhor, esquece esse exemplo..O foco é a problemática que me levou este comentário e esta tentativa de apenas assistir a um vídeo sem pretensões de trabalhar o cérebro kkk.

O que eu quero dizer é que é muito fácil dizer às pessoas para que elas se aceitem como são quando você está incluso no que a sociedade e a mídia têm como "padrão de beleza". É fácil, por exemplo, uma Kristina Pimenova (ok que ela é uma criança ainda) dizer que não faz nada para se cuidar e que não liga para isso ou que se aceita como ela é. "Meu Deus! Ela não tem nem 15 anos ainda e é considerada a menina mais linda do mundo". Daí ela chegar algum dia em alguém que não se adequa aos padrões e dizer: "Se aceite como você é". 
Poxa, como que uma pessoa que é escanteada e muitas vezes simplesmente ignorada nas mais diversas formas por não pertencer à classe dos "olimpianos" quanto à aparência pode se aceitar? Até que ponto isso é justo? Não acontece uma certa hipocrisia?

Você sabe que a Pimenova tem zilhões de oportunidades mais, zilhões de olhares mais e ganha zilhões de vezes mais que minha família toda junta se brincar kkkk.
Daí ela decidir certa vez dizer: Se aceite como você é??
Ela não sabe o que é não ser aceito porque ela não passa nem provavelmente passará por isso a menos que estrague sua beleza ou o padrão vire ao averso. E essa questão de "se aceite do jeito que você é", não sei a vocês, mas me gera uma ideia tão de conformismo. É tipo: Você não é o Charles Puth ou Miles Heizer ou Jade Picon ou Flávia Charallo, mas você também é bela e deve se aceitar como você é.

 Eu sei que este é um campo minado e que certamente muitos discordarão, mas não estou aqui para pedir opiniões alheias ou para que outrem concorde com o que penso. Não estou, tampouco pretendendo pregar que as pessoas insatisfeitas e "inaceitáveis " devem correr aos bisturis, jamais. Estou dizendo que a questão vai muito além de você dizer: "Se aceite do jeito que você é", porque eu nem sempre vou querer ou conseguir me aceitar e eu não vejo nisso um problema exatamente.
Há algum tempo fiz uma postagem: Você é linda e tive de reler antes para ver se havia contradições com meu pensamento. O que também não é errado, pois mudar faz parte do ciclo de vida e mudanças de opiniões estão inclusas nestas. Eu alteraría uma frase do último trecho, em que eu digo: "ame-se do jeito que você é". Quero dizer, não totalmente, mas veja: Ame-se do jeito que você é se e somente se você se gostar do jeito que você é. Ame-se do jeito que você é se a surgente antipatia com algo em si  não for resultado do que a mídia lhe impõe. Mas, se há algo que você não gosta não vejo nada de anormal nisto. Por exemplo, desde criança eu me incomodo bastante com minha gengiva. Veja bem o que lhe digo leitor: "Ninguém nunca chegou para mim e me zoou por isso ou sequer comentou que eu me lembre, eu nunca vi na televisão ou quaisquer coisas do tipo". Eu simplesmente me sentia constrangida com isto desde criança, isso era de mim. Não fazia sentido e eu não queria me aceitar. Fiz uma gengivoplastia que melhorou bastante minha autoestima e foi uma das melhores coisas que eu já realizei.

Se há algo que lhe entristece, prejudica, deixa para baixo e isto é algo seu e não que puseram em sua cabeça. Se não firo a ninguém, se não magoo e que se eu resolver elevará meu ânimo, por que não mudar???
Anda, diz: Por que não mudar?
O problema se insere quando as mudanças são efetuadas devido a outrem ou quando lhe impõem ou quando se torna uma neura que te leva a querer mais e mais e mais, como é o caso de muitas pessoas famosas que se dispuseram a Ns tratamentos estéticos que só corromperam a imagem que muitos diríam para aceitar. No mais, não vejo problema em não aceitar algo.
Na vida, quando algo não anda bem ou não está certo nós não temos que mudar as estratégias ou a forma de enxergar ou agir ou quaisquer outras coisas para que possamos obter êxito em nossas ações ou mais felicidade e menos aborrecimentos?? É exatamente isso.
Bom é estar bem e se algo não lhe faz bem, logo, isso que não é bom e você não deve aceitar.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

A importância dos nãos e de saber ouvi-los

Talvez eu já tenha falado sobre isto aqui, mas, como é o tema que me inspirou hoje, então será sobre ele mesmo que falarei.
Por estas semanas estava pensando recorrentemente sobre mim. taa..isso eu sempre faço . Então serei mais específica, estava pensando sobre minhas atitudes e ações e como eu própria tenho me reprovado, mesmo só tendo me dito isto exatamente agora por estas palavras. 
Foi então que questionei minha mãe, já sabendo minha resposta para tal, porém precisando de uma confirmação de uma pessoa que tem propriedade para isto.
 -Mãe, sou uma pessoa mimada?
-Mimada?...Não_Ela falou.
E é engraçado como nós, quero dizer, eu, preciso sempre de uma confirmação para aquilo que já sei. Quería que ela dissesse que sim, porque é o que tenho pensado sobre mim e ela disse não. 
Daí penso agora, que isto por si só já é um ato mimado porque eu quero as coisas do meu jeito. Eu queria um sim e tinha de ser um sim. Contudo ouvi um não, e fiz aquele sorriso amarelo de quem nitidamente não se felicitou com a resposta. O que é bizarro kkkk.
E sobre levar nãos na vida, digo que sempre foi uma coisa tão complexa, íngreme e delicada, pois minha mãe sempre me falou que a vida era dura, mas não que era tão indiferente e apática e alheia e todos os sinônimos possíveis.
É mais difícil ainda porque eu não fui criada com nãos e isso faz de mim uma pessoa mais frágil do que minha própria aparência revela. Porque tive e tenho, desde a infância, pessoas que me amam tanto e que fazem tudo por mim e tudo que quero e tudo que peço, o possível e impossível e, então pegunto: -Por que lá fora não é exatamente assim?
Ahh..mas já chorei tanto por nãos dados pelas vidas..sim, "vidas". Vidas de diversas formas e jeitos e cabelos e sorrisos e seriedades e tudo o mais...Já me pus inconformada, incrédula, confusa e tudo quanto é possível eu estar.
Já chorei, já ri, ri de minha própria desgraça..Já dancei, já chorei e ri enquanto dançava ou cantava uma música alegre, mas também já passei semanas triste, sem achar razão para viver, porque havia morrido naquele momento devido ao não dado a mim.
Sabe que as coisas não mudaram taaantoo.. Quero dizer, hoje eu riu e danço, relembrando o que quer que seja que tenha me levado ao não..Não digo que choro, porém também não encaro da melhor forma. Aliás, nãos serão sempre nãos independente das circunstâncias ou de quem venha.
E por que escrevi este texto, talvez mixuruco?
Além do fato de estar há mais de um mês sem publicar, levei hoje um não.
Um não sem sequer ser dito, mas que foi facilmente compreendido.
Como quando a mãe de uma criança apenas encara seriamente a mesma quando ela vai fazer algo indevido. Ou como quando um professor em classe para a aula e olha as pessoas que estão conversando. Ou quando você não recebe, sei lá, a ligação que sería um: Você foi aprovado na entrevista de emprego...São nãos e o que resta a nós senão aprender a lidar com eles?
Hoje foi um, amanhã será outro e não dá para se pôr eternamente a procurar respostas, tampouco se culpar ou achar que tem algo errado em ti..Não, não o faça, pois não é válido e não adianta correr porque você sempre vai levar nãos e a forma mais sábia de lidar com isso, talvez seja esperar o não e acolhê-lo como uma mãe o faz com seu filho mesmo depois de ele ter se envolvido em encrencas..Porque filhos são filhos e nãos são nãos..Nada muda. Filhos são essencialmente bons (ao menos em teoria) e devemos encarar os nãos da mesma forma, tentando tirar o melhor deles. 
Eu sei que lá fora as pessoas não vão me dar a boneca da Barbie de cento e perdi as contas como quando meu avô me dava quando eu era criança, elas não vão hoje mesmo sair para comprar uma blusa porque preciso usar amanhã para ir à faculdade, elas não vão se dispor a absurdos porque quero muito, então resta a mim lidar com isso. Resta a mim apenas me conformar, apesar de eu odiar esta palavra. Desta forma, resta então, como sempre digo, tentar perceber por um outro ângulo e vir que até nas piores coisas e nos piores nãos, no fundo não passam de uma palavra. Uma palavra que não pode fazer cessar esperanças ou deixar-nos amuados eternamente, do contrário, dela deve ser tirada  tudo de bom quão for possível e ser percebido que muitas vezes, em tantas situações um não é bem melhor que um sim.

#UmaHeliofóbica


quarta-feira, 15 de março de 2017

Liberdade

Taí uma coisa de significado tão relativo e subjetivo. Outrora pensei que a teria no dado momento em que me desvincilhasse dos laços familiares que me prendem.
Nada. Do contrário, vejo-me, hoje, não querendo mais largar tal, mas enfim.
Sinto-me hoje livre quando satisfazem meu direito de estar.
Não grude em mim, não me prenda, não me cobre, não vicie em minha companhia...Eu gosto da liberdade.
Da liberdade de ser quem eu sou e não precisar, com o convívio, tentar ser legal e rir de coisas que sequer acho graça ou simplesmente sorrir se quero me pôr séria. E pela milésima vez "O fato de estar séria nada tem haver com chateação ou amoamento..Eu Sou Uma Pessoa Séria. Ok?!"
Tudo aquilo que me impede de ser exatamente quem eu sou cerceia minha liberdade.
Deixe-me sozinha e eu irei a ti caso for de minha vontade...Muitas pessoas perdem minha companhia por demonstrarem querê-la em demasia. Isso me assusta, isso me prende..Eu não gosto e nem sou obrigada a ficar.
Não, por favor, sem melodrama, sem sentimentalismos não requisitados por mim.
Hoje eu quero ser feliz e a liberdade me proporciona isso, mas por favor, não a tire de mim.
Hoje eu só quero poder olhar a todos os belos rapazes sem alguém para dizer: O que olhas? ou pelo simples ato de eu ser respeitosa demais para fazê-lo descaradamente ou não em frente a uma companhia masculina.
Hoje eu quero andar séria, jogar o celular com força na cama ou deixá-lo escorregar propositalmente ou não quando num ataque de cólera que, possivelmente limitaria em companhias que me privam involuntariamente.
Hoje eu quero rodar para lá e para cá procurando algo que nem eu sei, só deixando o tempo passar...Hoje eu quero almoçar sozinha e curtir minha companhia, devanear enquanto coloco o alimento na boca e esqueçer que há pessoas a minha volta ou me apressar quando depois dali tenho afazeres e não esperar 30,40,50, eternos minutos quando a companhia é...lenta para comer..desculpa, não achei eufemismos.
E quem diz que estar só é tão triste deixo minhas risadas e uma possibilidade muito forte em falar sobre isso numa próxima.
Quero começar algo e não terminar, fechar ainda mais a cara depois de algo que me irritou, pegar 500 livros porque todos me atraem achando que conseguirei lê-los em uma tarde
Hoje eu só quero passar horas escrevendo sobre mais um garoto bonito que vi na faculdade sem ter ninguém para inibir meu livre pensamento ou perguntar sobre o que eu escrevo: Ora, há coisas que simplesmente não quero tornar públicas. Ou terminar meu livro chato ou legal, coisa que se tornaría impossível estando em outras presenças que não a minha. Aliás, eu não converso, não rio, não tiro o foco de quem está lendo...
Deixe-me ser e deixe-me feliz. Isso me faz deveras contente, garanto-te.
Pois é isso quem eu sou.
O problema não é você...acho...você é legal, mas, estar contigo a todo tempo cria certa rotina e obrigações, e obrigações somente eu imponho a mim. Sem falar que afasta os crushs, em caso de vocês masculinos.
Relaxe, caso sejas tu uma pessoa legal eu farei questão de demonstrar isso, se não o fizer é porque você estragou sua legaldade (neologismo..acho) querendo me prender.
Sou do tipo difícil e gosto do que é igualmente íngreme, porém, essa (escrita) não se trata disso.
Deixe-me ser assim
E julgue-me se quiser
Ninguém te impedirá, mas guarde para você, pois se soltar, a última pessoa que se importará será eu.
Não vem com papo de que forjo felicidade e que ninguém é feliz sozinho. Fale por ti, pois o erro está na generalização.
Afirmo que, hoje, é assim que gosto de estar e é isso que me faz bem.
Amanhã não sei, é um outro dia. Contudo, hoje não há nada que eu mude.
Família...taí..engraçado
Quando eu tinha 13 quería logo ter 18 e me desgarrar, perder o contato, talvez, por que não?
Quem nunca foi...odeio essa palavra...revoltado?
E hoje é justamente irônico pensar que aquilo que eu julgava ser o que me prendia é o que me liberta. Quem me oferece aquilo que mais quero, a liberdade.
Pois liberdade é ser quem você é sem pensar nos outros, é respirar sem prender, é gritar se quiser,é ser grosseiro e depois já estar em risadas, é ser gentil porque tem empatia e não para que vejam o teu melhor, é ser, chorar e dizer: Me deixe em paz. Não quero falar sobre isso...
Quando, lá fora, no mundo, com as pessoas da vida real você podería ser tudo isso ou mais sem ser visto com maus olhos?
Minha família permite isso e só agora percebi o porque não quero me distanciar. Dentre todos, somente ela, no então, é quem nunca preciso de tempo, de dificuldade, de ficar longe.

#UmaHeliofóbica


sábado, 4 de março de 2017

Sumi por razões nobres (sobre esses muitos dias sem postar)

Já passa das 00:00h de domingo e hoje o fato de permitir-me ir à cama um pouco mais tarde, na verdade bem mais tarde que o convencional, é não somente pela cesta mais que merecida de mais cedo, como também por maus pensamentos terem me invadido quando me deitei..Quero dizer, inoportunos, e se o são, a forma mais benéfica é buscar meios para evadir deles.
A verdade é que não sei em exato o que falar, mas como estou há tanto sem publicar e como isso, têm feito falta para umas das que me acompanham, decidi por escrever, sendo este um local onde a liberdade de expressão e autonomia de minha escrita é completa ou quase kkk...Que bagunça...Ahh...Sabe o que li em um livro essa semana e que me deixou frustrada e revoltada? Outros jornalistas podem mexer em meu texto quando, mais tarde, eu estiver em minha profissão. Sim, eu já sabía que editores o faziam...o que já é ruim e cerceador, mas o livro dizia: Os textos jornalísticos seguem tão um padrão, que parecem, a quem os ler, que foram escritos por uma única pessoa.
Faça tudo, mas não se envolva nas minhas escritas.[...]
O fato de eu ter sumido é a famigerada faculdade.
Estive, nesse último mês, em uma empreitada rumo à minha primeira reportagem especial com direito a entrevista e visita à escola que, desde criança, por motivo desconhecido, sonho ao menos pisar os pés.. Pois bem, pisei kkk e mais que isso..Enfim, o tema não é esse, mas só estou esclarecendo. fiz uma reportagem sobre o novo ensino médio. Foi uma experiência incrível, conheci pessoas novas, me aprofundei no tema, abri horizontes, tive nova perspectiva e conhecimento de causa para discutir meu ponto de vista sobre e...cara..foi incrível..O problema é que, talvez, a rígida professora de quem tanto gosto, tenho que admitir, já que foi a mesma a responsável por fazer o curso ganhar vida para mim-confesso que já estava começando a ficar com medo por estar no 2° período e não me vir empolgada-, bem..talvez ela reclame comigo porque fui extensa demais (em minha defesa ela não delimitou número máximo caracteres kkk), talvez ela reclame porque fui pomposa, como já o fez (jornalista tem de ser direta, objetiva e comunicar com, linguagem fácil e acessível--a minha defesa, digo que estou mirando em veículos que me permitam ser essa exceção) e por fim, você deixou muito clara sua posição (espero não ter sido tendenciosa).
Uma colega de classe questionou se tenho mesmo essa necessidade de dar minha opinião...Mano..Eu raramente procuro me envolver e dar opiniões, principalmente quando não estou por dentro e sei o superficial...quando tenho uma posição sobre algo eu gosto muito de deixar claro sim e, em minha defesa: Sou jornalista atuando como mediador e que, não posso me omitir a instruir e desmistificar a questão ao leitor, o que não sería muito possível em uma reportagem neutra. O fiz, ainda que seja uma reportagem que não será divulgada. Estou prognosticando minha nota e os comentários, mas estou resistente a mudar.. Tenho muito apego a minhas escritas.
Esse período está confirmando as expectativas que eu tinha.."Vai ser um período que vai exigir muito de mim, mas eu vou gostar muito dele"_É engraçado que foi exatamente o que eu disse ao iniciar as aulas e está a ocorrer.
Atrasei-me nas 2 primeiras semanas por um eventual que, inclusive, findou a prejudicar-me ainda mais outras semanas e com isso acumulei material e perdi um pouco o foco..Mas...o importante é que agora estou 100% focada em meu curso e com excelentes notas, diga-se de passagem...
É interessante porque eu não tenho vida social, abdico de várias coisas..esse último mês da tal reportagem principalmente, mas eu me sinto muito feliz e realizada. Eu passo a tarde na biblioteca aprimorando meus conhecimentos e gosto de elevar minha carga de conhecimento. Eu fiquei de 15h às 23:30h dessa sexta concluindo minha reportagem, a qual já arrumei outro tanto ontem e o farei mais tarde depois de minha madrugada de sono, e isso não faz eu me sentir sobrecarregada negativamente.. Ao contrário, as horas passam sem que eu perceba porque estou fazendo o que eu gosto e isso é, sem dúvida, a coisa mais impagável que existe.
Há alguns meses, escrevi uma postagem e citei algum trecho de uma conversa que tive com um colega, em que o mesmo perguntou se não sería melhor eu ir para a área de estética (com todo respeito, amo a área, mas me senti ofendida..como se eu não fosse a melhor pessoa para atuar nisso..como se por eu gostar tanto de estética fizesse de mi m fútil e superficial.."Eu posso ser tudo e nada..EU ouço funk e Beethoven; Já cheguei a passar o dia inteiro vendo vídeos sobre cabelos, mas sei desenvolver uma conversa que não envolva os mesmos") e sobre eu gostar do meu curso mas não me vir empolgada e tão envolvida como muitos outros...E agora de fato posso dizer: Não me vejo fazendo outra coisa se não atuando nessa área, que me proporciona o deleite que é utilizar as palavras para expelir qualquer coisa que eu queira..É mágico e inexprimível...E engraçado porque por mais que eu tenha uma relação excelente com as mesmas, às vezes falta-me forma ideal de dizer exatamente o que quero... mas não há mal nisso.
Perguntaram se desisti do blog kkkk jamais
Só dei um tempo porque realmente não estava dando e eu estava sem inspiração..."Não é pretexto de quem escreve, eu juro...Ao menos falo por mim".
Aliás, eu nunca paro de escrever...só que nem tudo que eu escrevo eu quero publicar... ao contrário, a maioria de minhas escritas são guardadas a mim e não porque as acho indignas...jamais
Lembrei de uma escrita que fiz enquanto esperava na fila do restaurante..um trecho dizía: "Uma vida sem escrita não pode ser chamada de vida"...ou algo assim. Está pelos meus cadernos kkk..enfim
Muitas das pessoas não me compreendem, julgam subterfúgio, principalmente por minha fama de antissocial, mas eu de  fato, pela primeira vez, decidi pensar em mim e no que é transcendental a mim nesse momento: Minha vida acadêmica e meu futuro profissional..
Até porque..as pessoas não pensam em ti quando simplesmente está em jogo coisas relevantíssimas a elas, nem as deixam em segundo plano..decidi fazer o mesmo. Não por egoísmo, mas por saber o resultado dessa troca nada justa..Contudo isso é, talvez, um tema para uma próxima postagem..No mais, só esclarecimentos.
Agora meus olhos ardem e preciso de minha cama..Estou tão invadida pelo Sr. Sono que quaisquer pensamentos não hão de vir nem se quiserem kkkk.
Beijo a cada um e até breve :)
PS: Desculpa se não falei nada com nada kkk...talvez seja o sono.

#UmaHeliofóbica

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Faça o bem sem olhar a quem!

Nunca mantive, nem ao longe, a melhor relação com os ditados populares. Contudo, hoje me permitirei abrir uma exceção pois que percebo se enquadrar exatamente ao que quero falar.
Costumo dizer, a mim mesma, que sou uma menina em estado de plena confusão. Aliás, digo mais, que está imersa em tal ou, na pior das hipóteses: Sou a confusão.
Mas sabe que parei para refletir, como sempre faço quando me sinto desnorteada, e cheguei à conclusão, não exatamente agora, de que não sou uma pessoa ruim.
Taaa... acho que já devo ter comentado essa minha incrível descoberta_ Tão incrível que compartilhei e estou tornando pública novamente. Incrível pois me ajudou a mudar minha visão e tratamento encerrados por mim a mim mesma.
Disseram-me, hoje, palavras que possivelmente estava eu carecendo escutar: "Você deve fazer as coisas sem esperar algo em troca". Não que minha mãe já não o tenha repetido 1 trilhão de vezes, porém parece, como a mesma costuma falar, que só ouvimos quando são expelidas de outrem. E como um de meus lemas é: "Quando muitos falam a mesma coisa é porque há um fundo de verdade"... Talvez vocês não concordem, mas todas as vezes em que ouço repetidamente algo dou certa credibilidade, no mínimo, para refletir a respeito e chegar às minhas conclusões... Desse modo, é o que estou a fazer. [...]

Certa vez, há não muito tempo, tinha um amigo, aliás, colega..._ é que muitas vezes acabo me apegando tão rápido que considero mais que muitas pessoas de maior convívio_.
Enfim, esse colega era super gentil e engraçado, de modo que eu desenvolvi mais que empatia, "considerava-o pacas"_como costumo dizer_. E, então, numa quinta (kkkk brincadeira, não lembro o dia) ele, do nada, foi super indiferente comigo, não olhava na minha cara e disse que não tinha nada de errado, que ele era assim e pronto.
Mano (Uma gíria que estou usando demais --') pus-me estarrecida com aquela recepção dele e a forma de tratamento dispensada a mim. Sim, eu chorei muito. Por quê? _Porque por menos sensível que eu tente transparecer, por mais rude e séria e fechada e apática que eu me demonstre, percebo que em muitos momentos sou a pessoa mais humana e sensível do mundo.
Depois disso eu segui...não de ímpeto, mas gradativamente e, algum tempo depois ele veio me pedir desculpas..obviamente eu desculpei, até porque só guardo os alegres momentos que tivemos, mas não mantenho mais contato.
Acontece que esse não foi o primeiro episódio, muitas outras questões dessas já ocorreram e eu sempre digo: "Acho que sou a única pessoa do mundo que não aprende..que só se ferra com as pessoas".

E como, para nós do jornalismo "Os fatos não são só os fatos", carrego isso para minha vida: "É importante conhecer o histórico de vida das pessoas antes de julgá-las".
Já passei por momentos em que me propus a não mais confiar, não acreditar, sequer querer contato com as pessoas, porque quando eu gosto, doo-me muito, em nível hardcore kkkk...talvez, hoje não tanto...E quando elas não correspondem às minhas expectativas eu fico muito, muito, muito, muito..já falei muito? muito mal..na bad, triste, sorumbática, malcontente, prostrada, desalegre...Acho que deu para ter noção.
A decepção só é tão triste e estigmática porque ela nos vêm daqueles que detêm nossa confiança, carinho, afeto...E quando paramos para pensar: "Nossa..Se eu não posso confiar em meus amigos ou pessoas que considero como tais, em quem posso o fazer?". 
Sentimo-nos, então, desalentados, desamparados, jogados numa calçada suja, onde nosso único protetor é o papelão e nossos companheiros são: a chuva, os cachorros e as drogas...
É uma analogia dramática possivelmente, mas foi um exemplo que encontrei e que talvez se equipare à situação.
E quando me percebo cultivando tudo aquilo de ruim, devido a todas as desditas da vida, peço-me que pare..Evito pensar ou se o faço, tento lembrar somente das coisas boas que tais pessoas me proporcionaram..Ahhhh e como eu faço isso kkkk
Pois que já tenho magoas demais de longa data...Magoas que talvez nunca cessem e para quê cultivar outras tantas de novas pessoas que ao menos em seletos momentos me foram boas?

Um dia estava conversando com minha avó, não lembro o que exatamente...mas lembro que fiz uma pergunta..algo como: "Por que a sra. continua acreditando nas pessoas se sabe que elas vão fazer o mesmo?".
Ela me respondeu: -Não podemos perder as esperanças nas pessoas.
E é isso que venho tentando...Por mais duro e íngreme...por dadas vezes dolorosíssimo que seja...
Não sou uma pessoa ruim quando me fecho para o mundo ou quando sou rude e áspera como forma de autoproteção, sou apenas uma pessoa que está, como diría minha outra avó: "aprendendo a viver", e tenho tentado o fazer...apesar de não saber exatamente o que se entende por saber viver...penso que seja, em um dos inúmeros conceitos: "Saber que nada é perpétuo e que, assim como eu, as pessoas não são ruins. Que delas, só devemos levar, para nosso próprio bem, assim como das situações e de tudo que nos é proporcionado , como diría minha mãe, "as coisas boas"".

PS: No final, não sei se teve um link direto com o tema, mas como disse: Não sou boa com ditados kkkk..Então vocês vão me perdoar porque vai ficar isso mesmo.

#UmaHeliofóbica