terça-feira, 19 de setembro de 2017

Não deixe que a importância se perca

É paradoxal pensar sobre como as coisas funcionam.
Paradoxal porque é engraçado e ao mesmo tempo triste pensar sobre a efemeridade.
Sobre algo que é muito para nós hoje e que pode deixar de ser num piscar de olhos. Como "One Direction" para mim.
Pensar sobre como deixamos a cada oportunidade que pessoas e momentos se  percam, simplesmente por conveniência...Por que é, talvez, a melhor opção. E tudo bem, podemos substituir facilmente.
Sería próprio da cultura do consumo infectando nossas relações com não produtos?
Sinto-me neste momento como os países subdesenvolvidos prejudicados por uma grande crise que atingiu os grandes capitais (desculpa, trabalho de história deu nisto)...Não sei se faz sentido, às vezes acho que tem coisas que sou a única capaz de me compreender.
Tudo bem, está um pouco fechado e visivelmente é por isto que me torno incompreensível
Numa crise, os países desenvolvidos têm chances inferiores de serem afetados ou se o forem, serão menos e terão mais recursos para buscar formas de se livrar desta. Enquanto os mais instáveis, que pouco possuem, não dão a mesma sorte.
Deu para entender? 
kkk Ta..vou melhorar um pouco mais
Em uma dessas perdas de importância naturalizadas, aqueles de poucos amigos (países subdesenvolvidos) são possivelmente mais prejudicados que aqueles que possuem mais ou maior facilidade em conseguir fazer amizades (países potentes). Ainda que uma perda seja uma perda..
Comparação boba, mas pensei que seria uma boa analogia.

   


E percebo por aí pessoas perdendo a importância como a embalagem da bala que depois de aberta, findada a função de protegê-la, não serve para nada.
Percebo pessoas perdendo a importância como se nada tivessem sido, como se não passassem, agora, de desconhecidos.
Sei lá, sempre valorizei bastante tudo aquilo que tem alguma importância para mim: desde um pedaço de papel com algumas palavras escritas até...pessoas..Sim. Contraditório? Talvez. Porém, por mais antissocial que eu seja, realmente acho que elas estão no topo daquilo que devemos valorizar (não todas, mas muitas kk).
E é engraçado porque só vim aprender isso com o tempo
Eu que tinha como uma de minhas metas de felicidade, quando criança, uma mansão como a do Michael Jackson, hoje troco isto por vários dos momentos em que estive verdadeiramente feliz com todos aqueles que dou ou já dei importância.
É engraçado de se pensar ou eu quem sou estranha?
Fico lembrando de quando eu estava no ensino médio. Era uma pessoa não muito congratulável, digamos assim. Eu abertamente trocaria minha família pela mansão do Michael, pronto falei!! (droga de sinceridade). Mas hoje percebo que nem 10 mansões do Michael seriam suficientes para compensar a família com a qual fui presenteada e que felizmente hoje dou importância, por perceber o quão afortunada sou por tê-la.
Demorei para me dar conta disto, mas uma vez que nos damos conta de tudo aquilo que tem importância não acho válido que joguemos para o ar como se nada tivesse sido ou ainda seja.
Sei lá, às vezes penso sobre a vida, como ela é um tanto dura e nos faz tornar o que não gostaríamos
Pois as vezes eu só não dou importância...a nada, a ninguém. Prefiro pensar que talvez seja mais fácil. A escolha mais assertiva para não me frustrar, até porque não vou me permitir exposição.
Lembrei agora quando minha mãe dizia em referência a mim: "Vivo bem com minha família. Me isolo no meu canto e está tudo certo".
E é tipo isto. Você se poupa, mas no fundo não faz nada além disto.
Os erros nos ensinam e as tentativas são uma possibilidade de acertar e perceber que dentre tantos cascalhos havia algo passível de ter importância para nós.
Pois ela (a importância) é assim: individual e relativa, única e pessoal.

Decidi postar e foi aí que eu percebi que não tinha perdido mais uma importância de tantas outras que já se foram. Isto é no mínimo aliviante.
Enfim, não deixe que a importância se perca.
A vida é louca e imprevisível...e sempre precisamos de algo que nos dê certo suporte..suporte que talvez outrem não possa oferecer por não ter a mesma importância que aquela importância que, talvez julguemos não mais ter para nós.

PS: Não importa se não der para ler. É só um recadinho que minha sister escreveu no dia de meu aniversário e que não tive coragem de me desfazer.
PS2: As fotos dos dois amorezinhos mais acima são duas das minhas importâncias. E que fique claro, sinto ciúmes deles.
PS3: Ignorem possíveis erros e falta de lógica. Realmente estou com sono e cansada de revisar. Mas não foi feito com mau gosto, ok? kk. Até porque se eu não quero eu não faço (droga de sinceridade²)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Sobre quando encontramos a nossa felicidade

_Ele não se sentia feliz a menos que estivesse fazendo aquilo que gostava._Foi o que disse à uma entrevista a 60 minutes a mãe de uma das figuras que mais me inspiram e me causam apresso: Jacob Barnett.
Hoje, após a aula que mais subestimei ser agradável, notei uma alegria que transpassava meus olhos, fazendo-me sorrir à toa.
Ora, não costumo esbanjar bom humor e a melhor das feições quando não estou com meus amigos, por isso percebi que havia algo distinto e  anotei em meu caderno: "Sinto-me motivada todas as vezes em que saio desta aula". Extremamente, diga-se de passagem.

[...]Sobre a relativamente grande mesa redonda da biblioteca espalho minhas coisas (nem uso todas elas), abro a apostila e esqueço todos ao meu redor. E me sinto feliz e empolgada, desejosa por me superar e a não apenas tirar uma boa nota, mas assimilar tudo quanto me for possível.

É engraçado como felicidade é algo tão relativo, e é engraçado que por melhor que eu esteja, vez ou outra (não dá para estar bem sempre), é muito raro eu estar verdadeiramente feliz e acho que só descobri isso agora, depois de perceber como tudo muda quando estamos realmente bem e felizes. Felizes com o pouco ou o muito
O pouco que nos é muito
Pouco que tantas vezes é tudo
Quem se atreve a dizer o que é felicidade?(acho que me atrevi em alguma outra postagem) E mais ainda, taxar cada uma delas se cada um sabe o que te faz feliz?!?
É engraçado como o mundo muda aos nossos olhos ainda que seja o mesmo, e como ele nos acolhe e as pessoas sentem nosso olhar diferente
Como nossa postura muda, nosso tom de voz, nossa conversa...
Sabe de uma?
Acho que quero, se não perpetuar, ao menos tornar mais constante dias assim.
É hilária (cansei de engraçado) a efemeridade das coisas e triste pelo dia estar findando, pois são tão raros dias assim.
Eu que ontem me encontrava desolada e inconsolável optei por querer algo melhor e a vida...ela colabora

Acho que estou aos poucos descobrindo o que me faz feliz e como sempre digo:"Tem algo melhor que se conhecer?"
Eu que até poucos dias não sabia o que gostava de fazer para me divertir estou percebendo
Pego-me feliz quando motivada nos estudos, e tudo bem se o que me faz feliz é estudar em pleno sábado. Empolgada, lendo e agindo autodidaticamente

Hoje comi uma comida maravilhosa
Encontrei pessoas agradabilíssimas
Hoje sorri.
Sorri porque estava feliz e não que não sorrir seja sinal de ausência de felicidade, mas ela era tamanha que não se conteve, acabou se expressando em meu sorriso.
Eu sorri e olha que incrível
Eu que não curto muitos contatos fui às pessoas e gostei..isso não é atípico?!?
Eu que me conheço um pouco a cada observação e monólogo em papéis de caderno, agendas ou folhas avulsas
Eu que gosto de compreender

Sorri e me sorriram
Sorriram com a mesma verdade que eu expressei, e isso não é maravilhoso?
Hoje tive uma aula a qual as pessoas ameaçaram se mutilar, mas que eu atentamente anotava, comentava e perguntava. Interagindo com a professora a qual mudei meus conceitos positivamente e que tem me sido muito. Outro referencial. Um dia lhe direi.
Eu que comi um bolo de "não cenoura" contente com meus dois amigos.
Eu que embora taciturna, peguei-me conversando incessantemente.
Eu que sorri e me sorriram
Eu que vivi hoje tanto que até estranhei, pois foge ao meu clichê.
Ao menos é o que as pessoas dizem: "Você tem que viver".
Eu que quero mais e fico muito feliz por querer 
Eu que me sinto feliz por estar feliz e por querer estar feliz cada vez mais

#UmaHeliofóbica

domingo, 6 de agosto de 2017

O que você faz para se divertir?

Não, esse não é um texto sobre a lista de coisas que eu gosto de fazer. Até porque essa é uma pergunta de tantas que, talvez não tenha uma resposta e eu só vim descobrir isso quando sucessivas pessoas me questionaram sobre.
É engraçado como nunca parei para pensar acerca e como algo tão simples e básico sobre si mesmo não ganhou uma resposta até hoje.

E então eu dou uma risada como quem diz: -De novo essa pergunta?

Não me levem a mal, mas as pessoas são previsíveis ou eu quem sou estranha?
Eu rio (de rir) a fim  de ganhar tempo nos milésimos de segundos para pensar em uma resposta melhor ou aproximada ao que é comum de se ouvir, mas novamente caio em minha singularidade: 

-Sabe que não sei._Respondo. Deixando a outra pessoa com mais dúvidas sobre mim e  convicta de que não sou sã, aliás, quem o é não teria dúvidas.

Ta, fazer o que? Eu não sei.
Eu tão moldável e adaptável a tudo aquilo que me cerca
Às condições às quais sou exposta, estou constantemente em mudança.
Eu que passei do hobby "passar horas falando trivialidades via redes sociais" à "não me apetece ou mesmo me entusiasma perder tempo com isso (há raras, muito raras, extremamente raras exceções..ou não mais..talvez acabo de mudar outra vez)
Eu que passo de Beethoven a funk numa mesma semana
Que passava horas e horas e horas assistindo a videos sobre como fazer para meu cabelo crescer, hoje já nem tenho mais tamanha paciência (que bom, diga-se de passagem)
Eu que ontem (modo de falar) gostaria de poder ir a festas e sair mais, não suporto o fato de alterar minha singela, mas adorável rotina (raros são os casos)
Eu que não suportava ler tive de criar o hábito quando entrei na universidade e estou percebendo que venho aprendendo a gostar
Eu que tinha um violão (vendi) e um teclado há alguns anos e larguei-os depois de tentar algumas vezes e não ser cativada, peguei-me neste final de semana passando horas (sim...muitas, muitas e muitas por sinal) aprendendo duas músicas no teclado e estou quase, quase lá e olha o que descobri: Gosto e muito kkkk. 
É engraçado porque eu não gosto de muitas coisas e talvez seja por isso que eu nunca sei a resposta e não somente porque estou constantemente me adaptando e mudando
Eu ainda gosto de ler o dicionário se quer saber, mas infelizmente não tenho tido tempo
Eu ainda gosto de McFlurry, mas não sinto falta nenhuma kkkk é estranho?
Sei lá...As pessoas devem me achar bastante estranha e se eu contar a elas de minha mudança na alimentação, passando a tomar 3L de água por dia, comer muitas verduras e frutas e raras muito raras vezes bobagens (que gosto, mas não me fazem falta) e que me sinto feliz por isso, elas definitivamente me acharão não lúcida, mas talvez eu nem me importe.
Como não me importo se todas as pessoas aqui em casa forem a uma super festa e eu ficar em meu quarto aprendendo uma nova música no teclado, por exemplo.


É interessante como as pessoas fixam coisas "essenciais" para se divertir ou viver ou seja lá o que elas de fato pensam, aliás, nunca me disseram diretamente, são apenas suposições de uma pessoa observadora.

Você tem que viver
Mas o que é viver? E o que é se divertir?
_Eu estudo e...ouço músicas e escrevo_Respondo, tentando compensar o não esclarecimento.

E tudo bem se isso me faz bem e me diverte.Tudo bem se me entusiasmo quando escrevo algo que eu posso me orgulhar ou se tenho dias de ânimo e motivação extremas, fazendo-me passar bastante tempo empolgada nos estudos e me divertir com isso ou se às vezes acabo gastando muitas horas ouvindo músicas e assistindo aos clipes do meu maravilhoso "Shawn Mendes". 
Tudo bem se isso me faz bem.
Mas eu insisto em me questionar sempre...em vão.
Aliás, o que me felicita e agrada hoje pode não o fazer amanhã
As coisas são tão efêmeras e tão mutáveis
O que eu gosto de fazer para me divertir?_ Agora é questão de honra.
Talvez por eu ser tão metódica acabo me privando de conhecer coisas novas e só vivo minha rotina como num ciclo vicioso e automático e por isso não tenho uma resposta.
É triste leitor? Não fique melancólico por mim. Sem dúvida não é isso que me faz triste.
Há coisas que eu gosto, mas acredito mais em momentos do que nelas
Sabe? Isso me agrada agora, porque eu decidi vir escrever, estava com vontade e não fui forçada
Eu amo assistir aos videos de meu maravilhoso "Shawn Mendes", mas definitivamente não é isso que quero fazer para me divertir agora ou tampouco estudar ou sei lá kkkk
*Na verdade não estou afim de me divertir (kkk) quero mesmo dormir (droga de sinceridade. Acostumem-se)*.
Não é uma fórmula. Ao menos não para mim: Eu gosto de assar bolos de menta enquanto ouço Malu magalhães e canto desafinadamente. Ou, gosto de ir a parques e cinema, festas e bares com meus amigos kkkk
Talvez nada do que escrevi faça algum sentido. Se for o caso relevem e pensem que é o sono.
Talvez não tenha encontrado uma resposta porque não há ou porque sou louca ou diferente, mas tudo bem..pois o importante é estar bem e se uma pessoa consegue estar bem mesmo sem saber o que gosta de fazer para se divertir...Meu caro leitor, não há porque insistir em tentar encontrar respostas, não é mesmo?! Elas seriam mais para simbolizar e satisfazer a necessidade que temos de tê-las, e nada mudaria por isso.

#UmaHeliofóbica



sábado, 15 de julho de 2017

O que as palavras não dizem...

Ontem estava conversando com um amigo, e num trecho da conversa lhe disse algo óbvio, mas que repito sempre comigo por ser tão negligenciado por muitos.
"O que somos hoje é fruto de tudo aquilo que fomos submetidos pela vida".
E como já mencionei em outros posts, o que sou é resultado de todas as minhas experiências e o que tirei destas para minha vida.
Eu, além de ser humano comunicador, sou alguém que trabalhará com comunicação e, por isso tenho um pouco mais de habilidade com as palavras que bastantes pessoas não ligadas à área. Portanto, sei o poder  de um bom discurso, palavras mansas e amenas, ou as intenções de alguém com o que me diz. 
Talvez seja por isso que não dou muito valor às palavras. Porque as pessoas dizem algo, mas comunicam contrastes, paradoxos.
Palavras por palavras nada mais são que tal.  Posso, leitor, descaradamente falar que alguém é de meu apresso sem o ser (o que não combina comigo) ou driblar e reverter situações não favoráveis a mim apenas com as palavras certas. E é por isso que eu, desconfiada por natureza, não sou ingênua quanto a tal.
O motivo de tal texto não é nada em específico, apenas uma forma de compensar a última postagem que deixou muito a desejar.


Há vezes em que o silêncio fala mais que as palavras_ Foi algo assim que uma professora disse ontem em classe.
As pessoas dão valor imensurável às palavras, estão tão acostumadas à lê-las, usá-las para se expressar, tentar interpretar e perceber o que está ou não subentendido, que se esquecem que não apenas de palavras vive a comunicação.
É como a falácia daqueles que dizem que as fotografias retratam exatamente a realidade, sendo que vivemos num mundo em contínua modernização.
As pessoas esquecem que tudo em nós comunica e que a melhor interpretação ou o melhor modo de compreender mais ampla e verossimilhantemente algo é por meio daquilo que expressamos no automático, isto é, sem pensar e, não raras vezes sem sequer nos darmos conta.
E isto vai muito além de quando eu, por exemplo, sou rude sem perceber ou falo verdades que não precisariam se tornar públicas.
Refiro-me ao que está para além das palavras. Atenho-me ao não dito, não necessariamente nas entrelinhas.
Falo do que nosso corpo expressa e do próprio silêncio
Eu me refiro àquilo que às vezes está em nosso inconsciente e liberamos sem sabermos, sem percebermos.
É tão automático que somente quem está além de nós nota e, às vezes comenta ou, em se tratando de algo desagradável, opta por se afastar.


Esta semana foi meu aniversário e me senti meio indiferente a isso e ingrata ao chegar em casa e me deparar com minha família cantando parabéns e me presenteando.
Não tinha palavras para agradecer ou sequer esboçava muita alegria.
Brinquei dizendo que eu estava depressivamente feliz. É que as coisas, que já não têm sentido algum, perdem ainda mais quando nos damos conta da falta de nexo da vida.
Eu dizía obrigada pelos parabéns e pelos presentes, mas minha face, sem dúvida falava: "Por favor parem com isso. Não me sinto feliz por já ter 20". Mas eu não precisei expelir uma palavra sequer.
Como no jornalismo, no qual a experiência facilita nosso fazer, é assim no convívio.

Lembrei agora de quando eu era criança. Acho que eu havia quebrado alguma coisa e quando minha mãe chegou do trabalho transmiti a necessidade de conversar com ela sem dizer nada. E então ela me surpreendeu: "O que você quer me contar?" 

[...] Eu sou uma pessoa geralmente taciturna e ainda assim extremamente expressiva e sincera.
Se eu não gostar de você não espere um abraço falso
Se eu for apenas uma colega, não cogite um tratamento que dou a meus amigos
Se eu não gostar, fecharei minha cara (como diz minha genitora)
Se eu amar, você saberá
Se eu estiver feliz não precisarei necessariamente sorrir, pois minha expressão mudará independente disso
Se algo me agrada, meu olhar dirá
Se eu quero que fique, eu mostro. Não precisarei falar, a menos que pergunte
Se abro exceção a ti meio a uma agenda lotada (estudos não passeios ok?), considere-se importante
Se eu não quero, não me dou ao trabalho de procurar, quem dirá de ir embora porque eu sequer cheguei
Se sua presença é indevida não pedirei para que fique mais

Eu falo sem dizer
Converso sem palavras
E é verdade exatamente porque isso sou eu.
Pois o discurso, falado ou escrito, é passível de planejamento, alteração à medida do que se deseja atingir com ele
O "não dito" não. É espontâneo e revela ao menos um pouco de sua essência e do que há nela. Bom ou ruim, é verdadeiro.
Taí, essência.
Até que me provem o contrário ela é a única coisa imutável em nós.
Não há nada que eu valorize mais que a essência, pois ela é de verdade.
E quando a essência é boa, isto é, há uma boa índole, um bom coração...Estas pessoas, mais que as outras, conseguem com maestria mostrar sem dizer, sem mentir ou omitir...ou tentar te ganhar com um discurso fajuto qualquer.
Pois são essencialmente boas, ainda que passíveis de erros, demonstram algo da forma mais credível e verossímil, sem ter ciência disso, tudo aquilo que não é dito pelas palavras.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sobre inspiração...

Certa vez, um colega com gostos em comum disse que a inspiração é um pretexto de pessoas preguiçosas.
Sim, estávamos conversando sobre escrever e sobre o "Não escrevi porque não estava inspirada" ser, segundo ele, subterfúgio.
Não discordo completamente, mas ao menos uns 99°/○.
A inspiração ela é o insight, o motor, a luz que nos vêm em momentos únicos e específicos,  espontaneamente.
A inspiração está muito além do: Estou com vontade de escrever, por exemplo.
Inspiração é tristeza, alegria, são pessoas e momentos, sensações que só conseguimos expressar porque estamos inspirados.
Inspiração são palavras, sorrisos, olhares. ..Está muito além da vontade de fazer algo.
Ela mexe conosco e nos gera algo que não sabemos bem explicar.
Inspiração constrói, transforma a nós e nosso estado de espírito. Ela é capaz de nos fazer emergir e ser outra pessoa se for o caso.
Taí leitor,
Inspiração é energia.

Faz sentido para você ? Talvez o sono esteja me deixando um pouco desnexa.

Inspiração é tudo. Tudo aquilo capaz de mexer conosco,  e um tudo que poucos podem nos causar.
Coisas inspiram, momentos, pessoas e tantas o fazem sem sequer ter noção de tal poder.
Sem ter sequer noção da importância de sua singela, porém jamais simplória, importância em nossas vidas e, no meu caso, também em minhas escritas.

Ps: escrevendo pq a inspiração me veio. O que não faz dessa necessariamente uma boa escrita.

#UmaHeliofóbica

terça-feira, 13 de junho de 2017

Somos todos como ele

As vestes maltrapilhas, cabelos desgrenhados e pés descalços sugerem que a figura em questão é indigente.
O mau odor, os olhares tortos de todos ao seu redor confirmam, é sim um ser abjeto.
Ele se senta no degrau do ônibus que estavamos e começa a conversar. 
Não, não com as pessoas que o cercam, pois que estas estão ocupadas a comentarem entre si covardemente, haja visto o tom levemente atenuado para que este não pudesse ouvi-las e saber que ironicamente é o centro das atenções naquele coletivo.
Conversava sozinho, diríam. Penso que talvez estivesse a dialogar, um diálogo intenso inclusive, com uma criação de sua mente.
Devido às drogas, esquizofrenia ou o resultado da situação a qual está exposto todos os dias.
O ser humano é terrível e foi ele o responsável pelo estado deste jovem rapaz de sabe-se lá quantos anos de idade.
Este rapaz que podería ser eu ou você. Este rapaz que sim, sou eu e é, meu caro leitor, você. Contudo, talvez uma extensão de nós um tanto mais intensificada.
Nós que somos todos os dias olhados de modo desagradável por um e outro
Nós que ouvimos muitas vezes e nos fazemos de surdo (porque é melhor) palavras não tão legais, direta ou indiretamente
Nós que conversamos sozinhos o tempo todo quando assim estamos ou em alguns casos, em outras presenças e que, ainda assim não somos taxados de loucos
Nós, que estamos sozinhos no mundo mesmo que acompanhados
Nós que constantemente somos submetidos a tantas dificuldades que a vida nos...proporciona, e que buscamos nosso modo de lidar com elas...álcool, festas, e por que não drogas? sim, talvez não as mesmas as quais ele consome, afinal, não se esqueça que ele é a versão mais dramatizada de tudo aquilo que somos e vivemos, mas, ainda assim, drogas são drogas.
Nós que nos achamos mais, e que julgamos com olhares antes mesmo das palavras e que ao olharmos, pensamos involuntariamente e criticamos fervorosamente quem sequer damos a oportunidade de conhecer, somos nós leitor. Todos nós. Mas, sabe que diante disto tudo percebi dessemelhanças irrefletidas ao agirmos "impensadamente"
Ele não nos julga, não nos critica, não se acha superior, ele sequer nos olha feio porque ele mal olha para nós kkk, não nos acua e inferioriza-nos.
E você se achando mais. Ele, na dele, por piores que sejam seus pesos, consegue ser superior a nós mesmo com a vida que leva
Devido às drogas? Ao estado em que chegou?

Whatever. 

Isto realmente não importa. Assim como nós, que passamos todos os dias por alguns dele, espalhados por cidades que pregam a modernização, não nos importamos com suas presenças tidas como desagradáveis.
Talvez devessemos refletir ao menos um pouco que exemplos como este são mais que o retrato de um país ainda cheio de falhas e carências.
Talvez devemos perceber que esta, a carência, está imersa em cada um de nós.
Carência de empatia e de consciência, de discernimento e compaixão. 
Mas veja leitor, como a vida é engraçada. Por ironia, tudo acaba voltando a nós mesmos, dado que agimos de modo que não gostariamos que agissem conosco porque no fim das contas tratamos a nós de forma repudiável, pois somos cada um de nós , quer queiramos ou não, ele.

#UmaHeliofóbica

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Socialize!

Socialize!
É o que eu escuto desde meus...alguns anos de vida. E é engraçado como as pessoas procedem insistindo em uma coisa que não mudou em 19 anos. Talvez porque lidar com esta "estranheza" seja para elas bem mais complicado do que para mim ser tida a vida toda como estranha. Aliás,é possível que sim, pois já há algum tempo parei de me questionar porque sou como sou e aprendi não a lidar, mas a gostar de mim desta forma.
Há coisas que não precisam nem devem ser mudadas e que se o fizer perde a essência da pessoa e uma das piores coisas que há é perder sua essência. Se não lhe faz mal, se não faz o mal a ninguém porque tanto incômodo por parte de terceiros?
Socialize kkkk 
Lembrei agora quando eu ía para o apartamento de minha tia, eu tinha uns 10 anos e ela falava: Vá para a piscina e faça amizades.
E como eu odiava essa sugestão meio que como um conselho bem imperativo mais parecido como uma ordem.
Bicho do mato, estranha, tabaréu kkkk, eram alguns sinônimos para Adriann e talvez ainda sejam pois de lá para cá as coisas não mudaram tanto, ao contrário, acho que estou mais convencida de que é isso que sou.
E eu preciso dizer que ía a piscina e não falava com ninguém a menos que falassem comigo???
Acho que não.
Fale alguma coisa ou ao menos sorria_Era um suplício de uma mãe que não quería passar vergonha por ter uma filha que aparentava má educação.
-Acho que você devería interagir mais
-Nós falamos e você não diz nada, parece que não se interessa
-Acho que a única coisa que você precisa mudar é socializar mais
-Você não socializa porque não quer


Não culpo os donos de nenhuma destas frases. Sabe, talvez estas pessoas só queiram o meu bem e pensem que sou triste por assim ser, mas depois de tanta reflexão e análises feitas por mim de mim mesma e autoavaliação da forma como levo a vida e a forma como tento algumas vezes para agradar a terceiros, percebo que sou infeliz quando do contrário, não sou quem realmente sou. Perde-se a espontaneidade.
Tanto é que uma das minhas frases mais utilizadas é: "Odeio fazer a linha simpática". Sim, porque é tão anatural, é tão forçado e isso não sou eu.
Quando privada, de certo modo, de falar o que quero prefiro o silêncio
Quando não gosto de algo ou de alguém opto por me calar
Quando uma opinião me desagrada eu geralmente fico na minha
Porque o silêncio muitas vezes não é a pior coisa e sim, é uma forma não sei se de socializar, mas sem dúvida de se comunicar. Pois eu sou tão quem sou que quem convive comigo sabe logo se algo está errado. E se esse meu jeito não prejudica ninguém, do contrário, muitas vezes facilita a comunicação, porque reclamam tanto?
Aprendi nestes anos, após algumas experiências, que não se deve mudar a menos que este objeto de mudança esteja prejudicando a si mesmo.
Sinto-me mal quando sou forçada a fazer coisas e ser quem não sou e não vale a pena mudar para agradar aos outros e se sentir mal a cada dia.
Eu socializo a meu modo, como acho que devo, com quem devo e isso me tem bastado. Imagino que algum dia isso deixará de ser um problema. Mas para isso as pessoas deverão olhar mais suas questões pessoais dignas de mudanças e aceitar o jeito daqueles que estão em suas vidas ou não.

#UmaHeliofóbica