quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O ingrediente para o sucesso

Nas telenovelas, são oferecidos ao público, por trás de uma forma de diversão barata, estereótipos que muitas vezes definem a forma de muitas famílias verem a realidade.
Procuram, essas mídias, a todo custo, pôr nas mentes das pessoas: Seu filho é rebelde ou A razão do atrito entre vocês é a falta de dinheiro ou ainda em outros contextos, agora sendo a família abastada, ele só está interessado nos bens que recebe e na futura herança.
Não estou a falar que não existam casos assim na realidade. Em contrapartida, digo que são uma minoria e a frase que exime as novelas da culpa: "Esse programa não tem relação com a realidade" (algo assim, corrijam-se se estiver errada), querendo ao mesmo tempo empurrar aspectos de tal tipo em cada "lançamento", praticamente idêntico ao anterior, só demonstram o quão desprezíveis são, pois sabem a força sob a maior parcela e se apropriam disso.
Quero falar que essa falácia não é a razão para maus relacionamentos entre pais e filhos. E parem pais de acharem que o que estão a fazerem de errado é não terem dinheiro para comprar o novo I-PHONE.
Se olharmos com afinco as histórias das pessoas e no que se tornaram, perceberemos que a carência não é de bens materiais, tampouco que se faz correta a denominação de adolescentes como: Criaturas que gostam de quebrar o sistema e se revoltarem".
Estamos diante de um problema que passa imperceptível. Visto que vivemos em uma sociedade materialista , e sendo tal questão impalpável, não se é possível para muitos mensurá-la e compreendê-la. Colocando, então, a culpa das frustrações nas não aquisições, bem como os sucessos e felicidade em compras.
Então o que falta?
_Amor, meu caro leitor.
Eu sei que não sou a pessoa correta para falar sobre tal, mas juro-te que não irei me aprofundar.
Nossas crianças estão sendo criadas em uma era moderna cheia de prós e contras. Nunca, talvez, arrisco-me a dizer, teve-se tanto e faltou-lhes o primordial.
Não sou eu adepta a muitas questões conservadoras, ainda quando assim fui definida (estou largando), mas, sejamos francos: São raras, e digo isso por que nunca ouvi nenhum relato nesse aspecto, as pessoas mais idosas, que reclamam do modo como foram educadas ou que punham a culpa nos pais pelo insucesso.
_Mamãe sempre nos ensinou a dividir. E para além das dificuldades, ela nunca deixava que faltasse nada. E ainda assim, sempre andávamos bem vestidos, ela mesma fazía nossas roupas. _Falas de gratidão e reconhecimento vindas de uma pessoa que, embora tenha vivido uma época de grandes dificuldades, tornou esse apenas um acessório em seu discurso extremamente focado em demonstrar em palavras o quanto sua mãe a amou.
Sei que os tempos são outros, sei que as coisas vão além do que aparentam serem.
Eu sei que existe uma raíz para todo problema, e é por isso que digo que jovens não se marginalizam propriamente pela falta de um tênis de marca, como muitos afirmam. E que muitos fogem de casa não é por que são rebeldes.
É preciso olhar para além, através do espelho que retrata, sem muitas minúcias numa primeira vista.
É preciso notar e compreender que há a falta, mas que ela está nas pequenas coisas, e não em tudo aquilo que culpabilizam pelo que os jovens estão se tornando.

#UmaHeliofóbica

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Esse não é um monólogo triste

[24/10/2016]
E percebo que ela, errônea, porém ingenuamente se cerca e se preenche de mágoas pretéritas as quais procede a alimentar com o pior dos sentimentos rotineiramente.
Como se não vivesse o agora e se nutrisse de tudo de ruim que lhe ocorreu, como a razão não apenas para viver, como para fazê-lo mal.
Não se faz de vítima de forma alguma. Ao menos não intencionalmente. Todavia, é aparente que tudo ainda lhe dói, devido a forma que fala e como num simples piscar de olhos os seus se enchem do líquido incolor.
E profere ditos de quem tem ódio e desconhece a palavra perdão.
Não por sê-la uma má pessoa, contudo, por não ser detentora, ainda, de força ou maturidade para seguir e deixar para lá os maus momentos que lhe ocorreram.
Mas segue. Porém, segue da pior forma possível. A se achar indigna de felicidade devido ao mal que a vida lhe proporcionou.
Eres incapaz de superar ou não conseguirá sozinha?
Não somos nada sozinhos, isso é fato.
Hoje estou, aliás, ela se encontra a um passo da melhora.
Não ainda de perdoar, tampouco de esquecer, porém, de levar de forma mais benéfica a vida. Sem deixar que o passado esteja presente em cada dia como forma de lembrar-lhe o quanto foi e será infeliz pelo que viveu.
Hoje percebi que pessoas têm valores e são relevantes em nossa caminhada.
Que coisas materiais são super legais, mas não são ou não deveríam ser o que nos sustentam no mundo. Se sim, vive-se um  engano, arrisco dizer.
Percebi que não sou burra, aliás, talvez o seja, mas não por sê-la de fato. Todavia, por me limitar tantas vezes e esquecer o que é viver.
Percebi que as faltas de palavras e silêncios sepulcrais ou ansiedade por tentar me expressar falhamente algumas vezes são resultados de uma vida distante de pessoas.
Nada como um dia após o outro
Em um momento, queria-me longe deste.
Em outro, percebo o que me falta.
E por incrível que pareça não é muito, apenas a sabedoria para dar valor às melhores coisas e parar de focar em extremo e tão somente em outras que por si sós não valem muito.
Aprendi que ler e estudar é importante, mas que também se adquire conhecimento com as pessoas e com o mundo. E não estou agora a referir-me ao meu mundo o qual estive trancada em todo esse tempo.
Aprendi que não sou assentimental, só perdi um pouco o conhecimento do que é expressar meus sentimentos.
Ratifico, tornei-me assim.
Hoje dei-me conta do problema, mas percebi que mais importante que identificá-lo é ver o quanto estou aberta a uma nova forma de ver a vida.
Um agradecimento especial a todos que tornaram especial meu dia. Meus tios, minha mãe, amigos e Deus, por provar-me mais uma vez de sua existência, mostrando estar sempre comigo independentemente de qualquer coisa.

#UmaHeliofóbica

domingo, 23 de outubro de 2016

Monólogo

Este é um monólogo numa típica noite de sábado

[...]  22/10/2016
Peço que não estranhem, pois meus monólogos têm geralmente ar de tristeza, dado que é neles que reflito acerca de minha vida.
E qual vida não tem sequer uma coisa triste a se pensar? 

Agora estou banhada e me sinto mais leve, como se o peso que havia em minha alma e tudo de ruim que me habitava tivesse se esvaído.
Sinto-me também bela. É talvez, por isso que voltar a fazer exercícios físicos me faça tão bem. Mais que pelo corpo, pela alma e pelo que essa leveza de espírito e amnésia dos problemas me proporcionam.
A verdade é que estou numa fase de carência, mas pelo amor de Deus, não no eixo sentimental...quero dizer, carência de tempo, carência de inspirações e é por isso que não tenho postado, mas sei que nada justifica.

Decidi escrever porque se não pela pressão não sei quando postaria novamente.

Da janela de meu quarto, a qual está bem atrás de mim nesse momento, ouço vozes ecoarem do salão de festas e pessoas possivelmente felizes a dançarem músicas animadas. Mas, sinto-me bem aqui. Pois no fundo o conforto de minha cama ao fim do dia é algo por demais impagável, insubstituível e, dadas vezes preferível a fazer algo não convencional.
Amo o cheiro de meus dois ursinhos, o travesseiro e o lençol. Acostumei-me a dividir minha cama de provável eterna solteira com os livros e não se encantem ao acharem que passo a vida a estudar, é apenas a falta de uma escrivaninha. Mas, acostumei-me.
Toca, nesse momento, uma música que outrora eu ouvia incessantemente, mas procedo imersa em minha calmaria.
Pergunto se gostaria de estar lá_ Talvez.
Lembro agora de meus momentos de ápice, lembro quando minha vida já foi mais agitada e habitada, mas não sei se sinto por completo falta.
Eu sinto, algumas vezes, falta de pessoas, mas não de todas elas. Quero dizer, eu já nem sei... Tento encarar as coisas de maneira racional e pensar que faz parte do processo da vida: Vir e ir, mas se bem que algumas poderiam fazer o processo inverso: Ir e vir.

Pois por mais que seja eu deveras apática não quer dizer que seja preenchida  por toda apatia.
Aliás, não é tampouco correto dizer que sou, como se houvesse nascido de tal forma, costumo, para tanto, falar que me tornei assim.
Tá. Talvez fosse legal descer, ver pessoas, conversar, dançar e seja lá o que for, mas não sei se sou eu assim.

Eu tenho 19 com cara de 12 e isso tem me entristecido. 
Não preciso que as pessoas fiquem tentando me aceitar, me encaixar ou me colocar no grupo. Adulando-me a falar que será legal e me ensinando como se diverte em festas. prefiro aceitar: Sou assim.

Minha irmã de 14 anos com cara de 20 está nessa festa agora e prefiro não pensar no que acontece, pois as pessoas tanto me julgam que não pensam que eu não faço nada de errado a não ser, talvez, com minha própria vida. Pois só sabem julgar-me, como se eu tivesse nascido assim. Como se não houvesse precedentes ou estigmas da vida, como se pessoas jovens não tivessem o direito de passar por problemas ou se os problemas de jovens se limitassem a garotos. _Eu sequer dou importância a isso. AHH quer saber, não tenho paciência para esses discursos e podem, agora, taxarem-me de grossa, pois já não me importo.

Será que eu, em todo esse tempo, fiz-me acreditar na mentira de que sou assim e esta, de tanto ser repetida, tornou-se verdade? _Questiono
Por que as pessoas se vão, deixando minha vida vazia e parada? _Procedo a me perguntar_ Porque você permite e contribui para que o façam. _Meu outro eu conversa comigo, de forma rígida e impiedosa
Já não sei se me importo de fato com a partida das pessoas, já não sei se me importo com coisa alguma
Às vezes gostamos e não sabemos dizer ou mostrar
Às vezes a vida nos torna quem somos
Às vezes não tem como ou não queremos evitar
Às vezes as pessoas não merecem nosso gostar
Às vezes sequer sabemos que gostamos, por nos acostumarmos a não querer gostar

E deixamos que se vão com indiferença, como se fossem biscoitos, chocolates e sorvetes, coisas boas que aproveitamos enquanto estamos com elas, mas que se vão.
E não dizemos o quão são especiais, pois não somos de o fazer
Pois gostar de pessoas é algo tão estranho para mim e o que sou é uma consequência da minha própria vida.
Denominam-me fria, assentimental, sem coração... Que seja, já não sei se me importo

Deixamos que se vão e nos acostumamos a não nos importarmos ou não nos incomodarmos com o único barulho da nossa noite de sábado ser a diversão dos outros, e isso acaba nos deixando tristes. Mas passa. Tudo passa ou se atenua depois de dormirmos. 
E nos acostumamos a fazê-lo para que tenhamos a sensação de que está tudo bem, quando na verdade não está.

Eu paro e penso no que me tornei e quem dera essa fosse uma escrita somente aproveitada de um momento de melancolia somente para escrever.
Talvez, esteja melhor amanhã. Talvez, seja esse um regresso.
Quem me tornei, o que quero para minha vida, quem sou?
Como me acostumo com tantas coisas, contradizendo o que disse outrora sobre não se acomodar.
Não é em todo caso ruim, mas em alguns deles pode ser, talvez destruidor. 

#UmaHeliofóbica

sábado, 24 de setembro de 2016

É normal

Essa semana, fora posta à prova minha opção de curso na faculdade.
Penso, agora, que tal questionamento quase impositor que me foi feito sobre meu curso teve caráter relevante.
Sim, é isso que eu quero. Digo, agora, com toda firmeza. por mais que ainda deixe-me triste alguém falar algo de tal natureza a uma pessoa cuja áurea é tão sentimental e afetável.
Sou estereotipada como fútil devido a minha aparência.
Tal pessoa julgou ser eu mais adequada a um curso que se relacionasse à beleza. como se fosse proibido gostar de se cuidar. Pior, como se o fato de o fazer fizesse de mim uma pessoa inapropriada a seguir uma carreira séria, como se eu sequer passasse credibilidade ou fosse incapaz de me envolver em conteúdos que vão além dos ditos superficiais.
Sou chamada de boba (atenuando), porque tenho receio de contrapor opiniões que destoam da minha, principalmente se advindas de pessoas muito próximas a mim.
-Você é muito conservadora para ser jornalista
_Isso não diz nada. Falo agora
O ser humano tem a grande qualidade: Resiliência, e isso é muito facilitador. 
Eu admito que me causa estranhamento quando vejo um homem usando vestido lá na faculdade, porque, de fato, eu cresci numa família extremamente conservadora e preconceituosa. Mas, isso não faz de mim uma pessoa que não está disposta a mudar a forma de ver o mundo.
E eu olho as pessoas. distintas, de todos os jeitos e penso que sou também um ser diferente e que gosta de assim ser reconhecido. E isso é normal.
Não posso dizer que não me assusta muitas coisas novas que vejo a cada dia porque é exatamente isso: novo.
Eu olho, ainda com um olhar julgador, como já disseram outrora sobre mim.
-Peço que pare com isso Adriann_ Falo a mim mesma como se fosse culpa minha assim ser.
_Olha que short curto._Penso comigo.
Eu simplesmente tenho que deixar passar batido porque isso é normal. O corpo é dela e ela faz o que quiser. _Quer saber, vou qualquer dia de short para a faculdade.
Roupas, orientação sexual, uso de drogas, nada disso faz de uma pessoa ruim, mau caráter ou anormal.
Eu, por exemplo, faço jornalismo e estou, hoje, numa posição bem contraditória a minha escolha.
Você é tímida, tem que se comunicar com as pessoas, você não assiste tv, não lê jornal, é conservadora... Quero dizer que isso em nada impede que eu mude. O ser humano está em constante mudança.
A vida sempre disporá a nós desafios e cabe a cada um encará-los, caso ache que deva.
E eu tenho certeza que devo.
Pois o que faz de mim apta ou não  a minha profissão é meu posicionamento quanto aos passos que terei de dar para ser melhor nela e não a opinião dos outros.
E as pessoas que ingressam no curso de educação físcia se ludibriando julgando ser fácil ou às que as julgam elas pela escolha do curso: "Educação física?_ Ahh. Pensei que fosse algo melhor"_ Pensam. E só porque elas não sabem nada de anatomia são inapropriadas?
E quem faz nutrição e odeia química? Muda de curso?
Há uma coisa que se chama adaptação e ela serve para vários âmbitos em nossas vidas.
Perfeito não é aquele que entra no curso conhecendo todos os veículos jornalísticos ou revistas de referência, detendo opinião sobre tudo e debatendo com tamanha eloquência e convicção.
Perfeito não é ninguém, mas, possivelmente, aproximem-se aqueles que têm vontade.
O fato de não amar todas as matérias não faz de mim inapropriada à profissão.
O fato de eu não chegar todos os dias sorrindo e falando a todos com euforia: "Amo meu curso" não quer dizer que eu não o ame. Aliás, eu não amo. Eu gosto muito e o amor vem com o tempo. 
Quanto ao não sorrir, digo, nunca fui assim. Sim, eu o faço, mas não a todo momento.
Sou do tipo que diz séria: Estou muito feliz. _E não duvide você disso.
Da mesma forma que o fato de amar cantar não significa que canto bem ou que não desafine ou que ache que sei cantar.
Estou me adaptando e moldando-me ao que escolhi para meu futuro. às exigências e tudo o quanto for preciso para exercer bem minha profissão. Isso justamente porque gosto do meu curso e pouco a pouco, no MEU ritmo e não no dos julgadores de plantão, vou alcançar êxito em minha empreitada.
Assim como num relacionamento, adaptamo-nos.
Adaptamo-nos porque outrem tem defeitos ou adaptamo-nos pois embora pareça tê-lo tudo de melhor, há algo em que não havíamos parado para pensar quando começamos a gostar.
A timidez é apenas uma barreira. Não gostar de estudar disciplinas que exijam minha celeridade é outra. Mas, nada que não possa ser quebrado ou aprendido a gostar com o tempo.
Nada é perfeito e até as melhores coisas têm ao menos um ponto negativo.
Eu, que ontem achei ser detentora de articulação e argumentos para tudo, vejo-me um tanto ultrapassada pelos que comigo estudam.
Mas tudo isso é só um empurrão para que eu melhore e para provar a mim que não devo internalizar críticas de forma negativa. Por mais que elas soem, ainda que não propositalmente, em alguns casos, como forma de desmotivar.
Isso faz parte da vida e é disso que precisamos para sentir mais vontade de prosperar.
É normal. Estranho sería se não houvesse desafios. Pior, sería isso por demais desestimulante e cômodo.




domingo, 4 de setembro de 2016

Contentar-se com o incontentável

Vejo-me num estado de inércia nesse instante.
Estava a pouco refletindo  como gosto de fazer. Porém, um pouco mais, pois algo,de certa forma, atormenta-me.  Atormenta-me me sentir sem entender as coisas, não ter respostas ou me sentir a boba da corte.
Questiono-me como podemos ser,  por vezes,  tão inteligentes e outrora tão ignorantes.
Sería mesmo digno sermos julgado seres pensantes se demasiadas vezes ignoramos o ato de pensar?
[...] E pegam-me com semblante sério a olhar o horizonte.  Questionam-me sobre eu estar bem.
- Sim_ respondo.
Faz-me bem pensar na vida e tentar sanar àquilo que insiste em me perseguir.
Então, vêm-me inúmeras questões.
-Porquê nos contentamos com tão pouco?
Não se trata de pregar a ambiciosidade desmedida. Trata-se de abrir os olhos para a forma com que lidamos com nossa vida e com nós mesmos.
Eu, grande observadora da sociedade,  percebo pessoas "matando-se" por tão pouco, vejo outras se conformando com questões tão desprezíveis.
Nos inconscientes, talvez pensem serem indignas de algo melhor.
Quando não estudamos e nos fixamos àquele emprego medíocre que detestamos, por exemplo.
Ou quando se apanha ou se é traído pelo/a "parceiro/a" e perguntamos: o que ainda faço nessa situação?
E as respostas nos vêm sem certezas dos próprios emissores.
Como se tais nunca houvessem parado para pensar.
Indigno é sermos considerados pensantes e agirmos como verdadeiros acéfalos.
- ahh, mas eu nunca vou gostar de outra pessoa ou esse emprego pelo menos dá para eu sobreviver. ..PARA!!!
Para de se autossabotar, de transformar sua vida em um campo de conformação.
Para de aceitar isso e viver lamuriando aos que não tem nada haver; para de se achar incapaz ou de ficar falando: Será?  E não sair da etapa do questionamento.
Você é mais que isso e merece muito mais do que a vida tem te oferecido.
Não é que a vida seja ruim ou só te dê o pior.
Ela lhe oferece um leque de coisas, mas você quem opta pelo que quer.
Mas, olha só que legal: Ainda que você tenha feito uma escolha infeliz você pode reverter essa situação.
Muitos dizem que a vida é única, então nada mais justo que aproveita-la ao máximo.  Todavia,  para isso você precisa se desprender de tudo de ruim que você considera bom e se permitir buscar outras possibilidades.
A aceitação do ruim como concepção de bom é resultado da incapacidade de se deixar conhecer coisas realmente benéficas.
E agir assim só corrobora o quão errônea é a afirmação de que somos seres superiores.

PS1: Não quero doutrinar ninguém. Esse, assim como os outros, são textos de autoria minha e que tenho mais que direito de posicionar minha opinião.
PS2: Amo português, mas não sou professora. Portanto, sem cobranças acerca de possíveis erros.

#UmaHeliofóbica

sábado, 27 de agosto de 2016

Eu não sou um vegetal

Nunca fui fanática por cenouras, mas isso não me foi uma objeção à comê-las quando descobri que elas auxiliam no crescimento capilar.
Nem tudo que faço é o que gosto. Tal como é ignorância minha afirmar não gostar de algo sem provar. A façanha é comum a nós, seres humanos. Por isso perdoo-me.
Olhamos, por vezes, alheios e apáticos a certos outros. Por outras, sequer fazemos, como se aquele fosse à nós invisível.
E não pensamos nem o cogitamos pensar que as pessoas são mundos, complexos mundos que, por vezes, destoam do nosso. Mas, nenhuma delas, por pior que sejam a nosso ver, são como cenouras.
Quero dizer, nós nos alimentamos diariamente do conhecimento dos indivíduos e aprendemos, inclusive, a lidar com os mesmos, porque o mundo pede que façamos se queremos "viver em sociedade", ou "nos suportarmos dentro dessa sociedade".
As cenouras são a muitos repudiáveis e intragáveis, podendo não serem postas no prato. Dispensadas e ocultadas meio a tantos outros alimentos. Mas, pessoas não são alimentos. Por mais que muitas dessas sejam também, intragáveis, não podemos simplesmente apartá-las e torná-las inexistentes para nós. Taaa, até podemos. No entanto, não é essa a forma mais madura de se agir.
E, de repente, é possível passar de mocinho a vilão
De um inotável para alguém de quem se quer fugir
As pessoas estão progressivamente mais afetadas e mantenedoras da síndrome do "Isso é comigo"
Quem sou eu para falar?
Tenho um pouco dessas manias.
Não se deve olhar as pessoas como tábulas rasas. Em que não há passado, presente ou futuro.
Estigmas de uma vida, por vezes árdua. Sim, pois o calar não é sinônimo de inexistir. Inexistir problemas, virtudes ou conhecimentos.
O calar não é sinônimo de submissão ou de ser "Otária" (como fui adjetivada essa semana).
É, às vezes, sinal de respeito, e em grande parte do tempo, uma forma de evitar que medíocres ofensas inescrupulosas nos afete ou gerem uma turbulência.

_Calamo-nos porque somos tão sapientes da ignorância e imaturidade de outrem que é inválido interagir, revidar ou argumentar com quem é totalmente inflexível a ouvir opiniões discordantes da dela.

Omitir-se não é ser covarde
Cada indivíduo age de uma forma e é indispensável e insubstituível o respeito.

-R-E-S-P-E-I-T-O

Taí. Quem não souber o valor dessa palavra, talvez, de nada saiba ou coloque a perder tudo o que julga saber.
Vai além das oito letras e do simples ato de respeitar.
Respeito é empatia, é consciência, bom senso e educação.
Respeitar o outro é se ver também como um ser que pede respeito.
-"Não precisa morrer de amores, mas, precisa respeitar"_ Parafraseando uma clichê de minha mãe que, por incrível que pareça, foi a primeira frase que ouvi hoje pela manhã dela falando ao meu irmão e que por coincidência encaixei no texto.
Pessoas são gente, são vida, são histórias e mais do que aparentam serem.
Estamos cada vez mais reféns da modernidade que acabamos por esquecer ou ignoramos isso.
Grande erro, pois a falta de respeito é a carência de se colocar no lugar do outro e, como vivemos em torno de gente, somos também suscetíveis a sermos esquecidos como gente que somos.



domingo, 31 de julho de 2016

Uma hora acaba

Uma hora acaba a vontade de ver
Uma hora acaba a vontade de estar
Uma hora acaba a vontade de conversar
Uma hora acaba a vontade de fazer tudo que outrora era feito e que era muito legal para ambas as partes.
Mas tudo serve como lição e de tudo se pode tirar algum benefício.
Por mais que de imediato costumemos sentir aversão ou ódio ou repulsa, temos que compreender que a natureza das coisas é não ser perene, mas, sim, findáveis.
"Coisas boas se vão para que melhores possam vir". Taí,único ditado que eu sei. Se é que se trata de um ditado mesmo. Talvez seja apenas uma frase que li no facebook e me marcou.
Costumamos, por dadas vezes, congratular coisas que nosso subconsciente refuta, mas que fechamos os olhos da alma para tal perspectiva que diz não ser essa sua melhor opção de vida.
Mas, para minha alegria, a divindade que acredito está sempre a me livrar de tudo que a mim não será bom.
E quantas vezes algumas pessoas receberam oportunidades de emprego melhor, mas, por precisar de capacitação, abriu mão e preferiu o cômodo, fazendo-se acreditar na possibilidade de estar feliz nele?!
Não quero polemizar, mas, e as mulheres que apanham de seus maridos e optam por acreditar que essa é uma forma de demonstração de amor?!
Estamos constantemente nos apegando à nossa rotina e não nos permitindo uma visão progressista de nossa vida.
Ora, é tudo tão mutável, porque para nós sería diferente?
As coisas vão para dar lugar a outras, o mesmo vale para pessoas.
Eu não sou a pessoa mais religiosa do mundo, mas sempre costumo pensar que Deus sabe o que faz.
E é por isso que tenho me desesperado menos quanto às vicissitudes da vida. Pois para tudo há um ciclo de duração. Resta à nós aceitarmos e aprendermos a lidar com isso.