domingo, 31 de julho de 2016

Uma hora acaba

Uma hora acaba a vontade de ver
Uma hora acaba a vontade de estar
Uma hora acaba a vontade de conversar
Uma hora acaba a vontade de fazer tudo que outrora era feito e que era muito legal para ambas as partes.
Mas tudo serve como lição e de tudo se pode tirar algum benefício.
Por mais que de imediato costumemos sentir aversão ou ódio ou repulsa, temos que compreender que a natureza das coisas é não ser perene, mas, sim, findáveis.
"Coisas boas se vão para que melhores possam vir". Taí,único ditado que eu sei. Se é que se trata de um ditado mesmo. Talvez seja apenas uma frase que li no facebook e me marcou.
Costumamos, por dadas vezes, congratular coisas que nosso subconsciente refuta, mas que fechamos os olhos da alma para tal perspectiva que diz não ser essa sua melhor opção de vida.
Mas, para minha alegria, a divindade que acredito está sempre a me livrar de tudo que a mim não será bom.
E quantas vezes algumas pessoas receberam oportunidades de emprego melhor, mas, por precisar de capacitação, abriu mão e preferiu o cômodo, fazendo-se acreditar na possibilidade de estar feliz nele?!
Não quero polemizar, mas, e as mulheres que apanham de seus maridos e optam por acreditar que essa é uma forma de demonstração de amor?!
Estamos constantemente nos apegando à nossa rotina e não nos permitindo uma visão progressista de nossa vida.
Ora, é tudo tão mutável, porque para nós sería diferente?
As coisas vão para dar lugar a outras, o mesmo vale para pessoas.
Eu não sou a pessoa mais religiosa do mundo, mas sempre costumo pensar que Deus sabe o que faz.
E é por isso que tenho me desesperado menos quanto às vicissitudes da vida. Pois para tudo há um ciclo de duração. Resta à nós aceitarmos e aprendermos a lidar com isso.




domingo, 17 de julho de 2016

Insuficiente sou

Pois, talvez,  falte em mim algo que lhe é necessário.  Bem como tu possa não ser o suficiente para me querer ter, quero dizer,  para me instigar veridicamente.
Pois, de fato, o que julgamos ser intrigador ou instigador em grande parcela das vezes não se passa de mera superficialidade.
Ou será que sou demais?
Prefiro não me ater a exemplificar o porquê da possibilidade.  Isso soaría por demais desumilde à muitos.
Será que somos pouco ou somos incompatíveis num âmbito mais além?
Prefiro, por vezes,  manter minhas escritas subentendidas, haja vista não só dar Ns possibilidades ao leitor, tornando o texto mais dinâmico, bem como me permito escrever sobre o que a inspiração da vez confere, sem abrir mão por completo de minha privacidade.
Por vezes penso que possivelmente todo o esforço que faço é invisível à sociedade,  então será mesmo que gasto tempo a mendigar aceitação e aprovação da mesma?
Sou eu insuficiente porque?_ Questiono.
E não pense leitor que estou em um outro momento depressivo. Ao contrário,  desde que a faculdade começou desconheço tal estado de espírito.
Estou apenas em momento de ápice de pensamentos que de tanto não caberem em mim tenho a necessidade de transcrever e assim, quem sabe,  tentar me compreender.
Sou eu insuficiente pois não sou o suficiente inteligente ou interessante ou bonita ou habilidosa, prendada, prodígio,  engraçada ou porque não cedo ao que julgo não dever ceder?
Mas é tudo tão relativo e há certo tempo tenho parado de buscar a perfeição em algum âmbito, pois jamais serei suficiente.  Enquanto houver humanidade sempre haverá quem se sobressaia,  sempre haverá quem conteste ou ponha defeitos, sempre haverá alguém que, por mais que você esteja dando seu melhor julgue-te ignorante ou feia ou mal humorada ou seja lá o que for. Pois as coisas são interligadas por uma porção de muitas outras que funcionam conjuntamente e separadas não vão a lugar algum.
Talvez eu sempre seja insuficiente a alguém por que é a razão de ser e provavelmente é inútil perder tempo tentando ser se as pessoas ou a pessoa não queira que seja. Alguém consegue me compreender?
Por favor,  diz que não estou só jogando palavras que estão vindo em minha mente.
Mas de fato é o que estou fazendo,  pois estou num momento eureca.
Insuficiente sou, inclusive,  para mim.  E quer saber,  talvez não devamos nos contentar nunca com o que somos, devemos agradecer por nos sentirmos insuficientes desde que tenhamos vontade de suprir o que julgamos carecer.
Ser insuficiente para alguém ou para algo nem sempre é ruim. Às vezes julgamo-nos assim ser sem saber que o suficiente para aquele algo é muito inferior a nós ou é algo por completo distinto.
Ser insuficiente não é ser inferior. Às vezes é estar no lugar errado com pessoas ou coisas ou tarefas erradas numa tentativa de achar a certa para que nos completemos e nos sintamos suficientes.
Estamos sempre em busca de um agrado alheio,  mas quem precisamos agradar somos nós mesmos,  pois nós somos completos para algo ou alguém só bastamos saber de quem ou de que se trata. E quando soubermos,  não precisaremos buscar avidamente suprir o que falta, pois de fato já tinhamos tudo.
 Estavamos apenas em um estado narcótico,  tendo uma visão superficial do que somos, nos valendo do palpável e visível aos olhos do homem, e sem saber do que determinada coisa é para nós.

#UmaHeliofóbica

domingo, 10 de julho de 2016

Eu sou de humanas

Então, essa semana começou a famigerada faculdade e tudo isso ainda está sendo muito estranho para mim.
No geral, ao menos para minha turma, não tivemos sequer uma aula, pois julgaram necessário fazer uma calourada, não participei.
As primeiras impressões que tive ao chegar, por sorte não foi pânico. Acho que já superei isso.
Uma menina que veio comigo no ônibus *super desincentivando-me a permanecer na UFS* me levou até minha didática e lá eu me virei para achar a sala. Não foi a tarefa mais íngreme que já realizei.
Havia muitas pessoas na minha turma e eu só reconhecia uma dentre todas aquelas que eu já havia olhado no site no dia anterior.
_Ela é minha professora de geografia, se ligue para fazer trabalhos com ela_ foi o que minha amiga disse.
Geralmente tenho sérios problemas com questão de trabalho,  pois parece que constantemente meu objetivo (estudar) diverge do das outras pessoas (brincar). Inclusive essa semana tive mais uma discussão no curso do jovem aprendiz por conta de tal...
Ao entrar na sala e me deparar com aquele montante irreconhecível percebi uma luz, a tal professora estava na cadeira do outro canto da parede da sala.  Não se trata de interesse,  aliás,  sim, interesses em comum: dedicar-se ao curso.
Nem ao menos olhei para ela, a mesma se encontrava mexendo no celular.  Apenas abri meu dicionário e comecei a ler e anotar em meu celular palavras possíveis de serem usadas.
_ Pessoal, curso de comunicação social.  Vamos interagir.
Nesse momento duas pessoas extremamente desinibidas convidou a mim e outras pessoas que ainda estavam em classe para sair da sala e conversar.
_ Nome,  idade e signo_ Fiquei: Whats? Agora entendi porque tenho certa inclinação para gostar de signos.
E depois uma menina cujo rosto é bem harmônico se pronunciou: -Alguém aqui é bi?
Eu fiquei: Cadê minha mãe? !_ pasma, como diz a mesma.
Logo algumas palavras foram trocadas entre mim e a tal professora, mas, de fato o primeiro dia serviu para eu me situar sobre onde eu estava e porque estava ali.
Trocamos de sala na segunda aula (que não teve também), a turma de medicina saía de lá e o menino que ficou conhecido por passar aos 14 anos nessa área estava junto aos outros alunos.
Os veteranos de nosso curso vieram nos dar as boas vindas e principiaram a fazer uma dinâmica após falarem sobre a programação e o quanto amam festinhas.
_E quinta-feira, teremos festinha à noite. Queríamos uma festona, mas sexta é feriado. Não tem problema, faremos essa festinha e outra festona depois. Teremos várias festas.
[...]
Cada um escolhe um objeto,  diz o porquê e fala o nome, a idade e o signo.. sim, de novo o afamado.
- Eu escolho a coroa de rosas, porque ela é fofa e delicada igual a mim_ awnn, ouvi um couro e senti minhas bochechas ganharem coloração rosada.
-Eu escolho a seda_ Whats? ?_ a professora questionou. assim como eu, ela não sabia de que se tratava.
_serve para enrolar coisas_ compreendemos.
Preciso dizer sobre a reação de minha mãe quando contei sobre o primeiro dia?
_Mãe, acho que não vou mais essa semana porque não vai ter aula
_Por mim você nem voltava lá
_E a festa, eu vou _Você não vai para festa nenhuma não_ kkkk falei brincando. Até então eu nem gosto de festas.
Mas, é claro que eu não vou sair de lá.
A UFS pode ter seus pontos negativos, como outras faculdades têm. No entanto, ela é a chave para grandes oportunidades. E eu tenho certeza que aproveitarei tudo que for bom e construtivo para mim sem deixar que me desvirtuem.
Mais que ter UFS no currículo eu tenho a chance de fazer curso de inglês grátis,  participar do ciências sem fronteiras e até transferir minha faculdade para o sul.
As dificuldades, elas virão independente de onde se esteja. todavia, todos os momentos ruins que tive serviram para me fortalecer e torna-los menos abruptos quanto parecem ser.
Essa semana teremos, enfim aula e estou, agora, ansiosa e disposta a dar meu melhor.
- Você tem que levar as coisas menos a sério._ É o que as pessoas dizem
Mas eu sou assim.  Se não é para dar meu melhor não sei porque participar

#UmaHeliofóbica

domingo, 19 de junho de 2016

Você é linda!!!

Eu nunca fui um ideal de beleza. Aliás, talvez tenha até sido durante uma parcela de tempo em um seleto local, mas, nem sempre foi assim.
Quando criança, olhava-me no espelho e pensava, por razão desconhecida já que eu não vivia isolada da sociedade, que todos detinham a mesma aparência que a minha.
Sempre fui muito vaidosa, porém antes de meus 13 anos ainda não tinha uma opinião alienada sobre o que é ser belo ou não. 
Embora eu me lembre, nesse momento, de uma cena em que eu chorava em pleno natal por me sentir feia no vestido novo que eu mesma escolhi eu não me importava tanto com a aparência.
Eu fui, até o último ano do ensino fundamental, a menina que prendia o cabelo num rabo de cavalo baixo, fazendo-os ficarem lambidos; usava a camisa da farda, a única que tinha, surrada; um tênis não muito atrativo e fui chamada atenção pela coordenadora por estar usando uma calça curta o suficiente para ser substituída.
Eu sempre fui a menina tímida que ficava no canto e que passou a sentar no fundo ao ser intimidada no 1° dia de aula na 3° série.
Eu nunca fui um ideal de beleza, mas ainda assim sempre houve quem me achasse bonita.
Eu era a garotinha zoada e que era zoada pela magreza ou baixa estatura ou pelas vestes ou por ser muito quieta e calada...normal, mas hoje eu sei lidar melhor com isso.
No 2° ano do ensino médio as coisas mudaram bastante. Meus cabelos estavam suficientemente grandes para chamar atenção, embora esse não tenha sido meu foco quando deixei que crescessem, minha pele era ornada por um pouco de maquiagem; eu aprendi a ponderar depois de ser escarnecida no 1° ano; agora o perfume não era mais esquecido, assim como alguns acessórios e um tênis legal..
PS: A calça não era mais pescador.
Sem dúvida esse foi o período em que mais elevou minha autoestima. Mas, 2013 acabou e eu terminei a escola, meus cabelos foram cortados e eu já não era mais cercada por jovens a todo momento ratificando-me sobre o quanto sou linda. Faz, agora, cerca de 2 anos e 5 meses.
Talvez muitos julguem bobagem, todavia autoestima é algo relevante independente do sexo e que pode super ajudar ou ferrar alguém.
Ano passado abri mão de mim para estudar para o vestibular e o que mais ouvia era: "Da dó um cabelo tão bom e descuidado" ou "Coloque um batom" ou "Vai com essa roupa?"...mas eu simplesmente não estava nem aí. Eu me sentia feia porque simplesmente não tinha mais a multidão me dizendo que eu sou bonita.
Percebia-me perdendo horas a olhar perfis de garotas que eu julgava e ainda julgo lindas e tinha-nas como ideais do que é ser belo, mas o pior é que são belezas distintas da minha e você sabe o quão é frustrante correr atrás de algo que você não vai ter?!
Não foram raros os momentos em que me vi para baixo, pensei em fazer coisas para mudar, usar lentes, fazer cirurgias e você sabe o quão é irritante para uma pessoa que se acha um lixo conviver com alguém falando a todo momento o quanto se acha linda?!?
Passei a tratar a questão aparência como foco de minha vida e esquecer de todo o resto. Passei a admirar todos e esquecer de mim. Sabe por que? Porque eu era dependente dos elogios para saber que sou linda senão eu não era capaz de acreditar nisso.
Sobre os perfis que via e vejo, sim, são meninas excepcionalmente lindas, milimetricamente simétricas e harmônicas, mas olha: Estou falando isso pois não sou só eu que mede a beleza em cima de estereótipos.
Deixa eu dizer: É fácil ser e se sentir bonita quando você está enquadrada no padrão. 
Possui olhos claros, cabelos lisos e loiros, e pele branca. Pois a mídia exaustivamente nos fala que isso é ser bonito e a sociedade venera esse padrão. Ao menos aqui no Brasil.
Quero ver quebrar esse rótulo e se achar linda, se amar e se sentir autossuficiente. Admirar a beleza dessas moças, mas não trocar a sua pela de nenhuma delas.
Ultimamente, na última semana mais precisamente, tenho tentado trabalhar isso em mim, confesso ser difícil parar de olhar fotos de outras e focar em meu eu.
Olho-me mais ao espelho e digo o quanto sou linda e vejo que isso é possível que seja verdade, pois beleza é relativo, beleza é diferença, beleza não está enquadrado em um perfil, ela está na miscelânea. 
A beleza quem faz somos nós e não a mídia.
Ame-se do jeito que você é, cuide-se sempre e nunca se inferiorize ou se culpe ou se odei por não ter o rosto ou os olhos ou os cabelos de alguém. Você tem o que deve ter e deve amar cada detalhe que lhe foi dado, pois são eles únicos e é cada um deles que faz de ti tão linda do jeitinho que é!!!
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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Não me peça para fingir que está tudo bem

Escrita feita no dia 24/05/2016

PS: Postando o texto que falei que já estava pronto

Lá fora, o clima na cidade é o que denomino como melhor. Céu nublado e picos de chuva. Tudo recoberto por um cinza e brisas geladíssimas. Há quem denote ar de tristeza, é relativo.
As folhas das árvores procedem  balançando como se estivesse tudo como antes dessa estação chegar. Mas, nada é como fora antes. Pois, a vida está em constante mudança e não se dá para refazer um bolo quem dirá tornar ao que eram as coisas. É por isso que procuramos sempre melhorar, pois se tivemos algum dia  uma bela atitude que fora com o tempo adormecida não dá para torná-la igualmente ao que era, somente tentar. [...]
E as pessoas sorriem para mim como se esquecessem que me fizeram chorar.
E elas falam normalmente como se esquecessem que se fizeram indiferente.
Tornam a ter atitudes anteriormente tidas na tentativa de retomar as coisas ao que eram, mas nada é como antes.
Meio a incontáveis defeitos que detenho sou possuidora de poucas, todavia, valiosas qualidades.
Sei ser amiga e leal àqueles que gosto. Doo-me e a medida que o tempo passa, e não me sinto pressionada a tal sei até confiar nas pessoas.
Só não escarneça de mim, só não faça pouco caso de meus desvelos e atenção, só não seja indiferente sem motivos...Só não tente reconquistar minha confiança depois de tudo isso tentando retomar ao que era com um sorriso, um: "como vai?" ou com uma atitude que eu gostava. Porque nada é como antes e quando se perde minha confiança... Raramente a tem de volta.
E não é íngreme perceber minha insatisfação com tudo isso. Pois sou intensa.
Se estou feliz sorriu extremamente; se triste, choro na mesma medida; e não queira falar comigo quando eu estiver com raiva. Porque eu sou uma pessoa inteira, completa.
Comigo é sim ou não. Se é para sentir que seja vorazmente, se for para se jogar que seja de cabeça.
Então, não me peça para fingir que está tudo bem, pois aflige-me fingir emoções.
Entristece-me estar mal e não poder demonstrar, estar insatisfeita e ter de sorrir.
No ambiente de trabalho isso se chama profissionalismo.
Na vida social, maturidade.
Digo, então, que careço de tais coisas. O que posso fazer?
Se algum dia me fizeres mal logo notará. E saiba que não é tentando retomar as coisas ao que eram que isso mudará.
Talvez, com um diálogo sincero ,paciência e espaço você consiga. Ou, às vezes, um pedido de desculpas do coração toca-me, essencialmente se você me for importante.
Só não me pressione porque eu não funciono bem assim;
Só não queira usar de seus atributos, pois a isso eu amadureci;
Só não me peça para sorrir se eu quero "fechar minha cara", nem para fingir que está tudo bem se não está.
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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Só respeite!

Eu nunca vou pedir para que você goste de mim
Jamais insistirei para que fale comigo
Eu tenho meu jeito, o qual particularmente muitos criticam; outros duvidam; como há quem goste..
Há quem goste justamente por eu ser assim...estranha, diferente, exótica...chame como quiser são só  palavras diferentes que sim, caracterizam-me. 
Só peço que me respeite
Pois eu aprendi com a vida a respeitar as pessoas, a aceitar o jeito delas e tentar lidar...Eu percebi que se eu gosto eu devo colocar o respeito em prática porque o fato de gostar, seja lá da forma que for, não inibe tampouco exime a pessoa de ter defeitos. E se a mim estes prevalecem às qualidades que a pessoa tem o que posso fazer é me afastar e não desrespeitá-la.
Eu te respeitarei até o fim e aceitarei seu jeito. Pois não acredito que pessoas mudem por outras. O que eu não posso fazer é te obrigar a nada e se você não me respeita o que ainda faço aqui?
Se você é incapaz de lidar com as diferenças alheias e só quer ser visto, entendido e aceito terás sérios problemas na vida. Pergunto porque a mim tudo parece vir tão precocemente...Tão cedo me são dadas problemáticas e eu julgo e mostro não saber lidar...Tenho vontade de sumir, esquecer tudo, desistir e por que não algo além da vida...


Segue um trecho de um monólogo que escrevi, por coincidência dia 20/05/2016
[...]

Fala-se tanto em respeito como um discurso. Entretanto, sendo esse, falso moralista.
A sociedade é composta por pessoas hipócritas que querem ditar o que é certo e errado, sendo que elas próprias são incapazes de enxergar, quem dirá retificar os próprios erros.
Usa-se tanto a palavra empatia que se torna contraditória a falta desta no cotidiano.
Vivemos numa carência de dignidade, de veracidade, de visão...
Visão real, ampla... Precisamos de uma visão menos intimidadora, menos menosprezadora, menos julgadora.
Precisamos de um olhar mais acolhedor, entendedor e compreensivo.
Precisamos de pessoas que olhem as outras pessoas, mas não da forma como estão fazendo.
Precisamos de pessoas mais humanas, sinceras e sensíveis.
Que saibam valorizar o que têm.
Quem são essas pessoas?!?
Todos nós somos essas pessoas. Uns mais, outros menos...Mas, ninguém está isento disso.
Nós, que parecemos não perceber o que nos falta a melhorar, apenas observamos os defeitos alheios.
Nós, que nos julgamos perspicazes e superiores em tudo e que não percebemos que no fundo nada somos além de meros mortais.

[...]

Se meu defeito é ser certa demais como dizem, se é ser sensível demais como falam (só que com outras palavras), se é ser estranha por ser diferente...por me vestir da forma que quero, ficar séria por ser meu jeito, se é ficar em meu canto, tentar ser legal com as pessoas...Se esses são meus defeitos, talvez eu esteja bem demais...Mas, talvez meu maior defeito não seja nada disso e sim não saber lidar com as situações da vida, não saber lidar com as pessoas não por não respeitá-las, mas por elas não saberem respeitar quem eu sou.
Ontem foi, talvez, o momento em que estive mais perto de desistir de tudo por causa de pessoas..Sim, pessoas provavelmente tristes como diría minha avó, insatisfeitas com a própria vida e com educação dúbia. Pessoas hipócritas, que se dizem de Deus por praticamente, ao que discursam, terem se convertido ou "morarem na igreja" e ficarem plantando discórdia ou darem risos debochados...Desculpem, mas eu não sei lidar...Isso me absorve e me desgasta de uma forma indizível...Desculpem-me se eu sou sentimental e se nesse momento meus olhos se enchem de lágrimas, mas é complicadíssimo lidar com pessoas. Ou seríam essas pessoas? Essa cultura e a forma questionável de educação que lhes foi dada?
Peço que tudo se apazigue o quanto antes, que eu saiba lidar da forma mais sábia, pois não posso desistir de viver por pessoas ignóbeis. 
Só não peço perdão por minhas palavras. Sería me privar demais. Sempre me dizem que sou forte com elas, mas é a forma como gosto e sinto que estou veridicamente me expressando. Eu sou assim, perto de mim ninguém é obrigado a ficar. Eu só não aceito hipocrisia nem falta de respeito para comigo.
Ps: Adiando novamente a outra postagem porque precisava muito falar disso
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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Festa, Coisas típicas e "Cara" de 13 anos

Esse sábado, depois de sei lá quanto tempo, fui à uma festa. E adianto a dizer que, não sei se por não me recordar ou por não ter ocorrido, essa foi a minha primeira festa. Quero dizer, eu já fui à outras festas, porém festas de familiares ou com familiares, e dessa vez foi diferente.
Para começar, quando eu tinha 13 anos fui convidada para o aniversário de um colega, na época com 16 anos, e minha genitora refutou a hipótese.
Como eu dizía, dessa vez foi diferente. A começar pelo fato de minha irmã "de 13 anos" ter sido convidada para a festa de um amigo de 15 anos e sim, obviamente, a moça que julga não ser minha mãe adotiva -kkk- deixou.
Pediu para eu ir também? _Pediu, mas Brasil, a verdade é que mesmo em minha ausência ela iría e é isso que me deixa chateada, pior, digo que, ao menos por agora, eu sou, possivelmente, muito mais confiável que ela.
Porquê? _ Por que sou o oposto dela. Sou tímida, introvertida, não frequento festas e sou trouxiane. Mas, fazer o que se a vida e as pessoas são injustas? E ainda querem me chamar de revoltada kkkkkkkkkkk, olhe que eu aceito isso na minha. -----''. Não me façam rir.


Poucas horas antes do aniversário decidi que não iría. _Ora, eu não sei como agir em festas, não sei dançar, sou vergonhosa e vamos combinar que você levar sua irmã mais velha para uma festa contigo te priva de muita coisa. Entretanto, por insistência mútua, de minha irmã e de minha mãe acabei cedendo.
_ Não vai ser tão ruim_ Pensei. _E como ela disse, alguns amigos dela ficam só na mesa.
Troquei de roupa 300 vezes e olhe que não sou de fazer isso. Mas, estava com medo de chegar mal arrumada e as pessoas me olharem feio, ou as meninas estarem mais bonitas que eu, ou os amigos dela criarem expectativas para me ver e se frustrar. _Eu odeio frustrar as pessoas. Embora o façam comigo_. Acabei indo com uma roupa de 13 anos por medo de ir muito vulgar e corroborei o que minha cara e as pessoas já dizem.
Estava, agora, saindo do apartamento com uma menina, vulgo minha irmã, que parecía ter 18 anos e eu, mais uma vez 13 anos...Sabe que eu amo parecer mais nova, só que dessa vez isso soou como ofensa ou diminuição de mim mesma.
Ao chegarmos ela me apresentou a seus amigos. Uns foram muito gentis, elogiaram-me e sim *sério que você tem 18 anos?*_Todos falaram isso; Outros, não me deram atenção devida, seguimos.
As pessoas à minha volta, de idade inferior à minha, dançavam sem pudor, vestidas, as meninas, com bastante maquiagem e roupas curtas ou justas ou curtas e justas e havia bebida alcoólica.
_Nossa! Eu, com 18 anos, não bebo. Quem dirá quando eu tinha a idade deles. Não demorou muito mais que 2h até perceber pessoas, não muitas, ao menos nessa festa, em estado deplorável. [...]
Havia coisas comuns de festas: Música, jovens, comida, bebida, dança e tudo o mais...O problema é que eu realmente não vou à festas.


Travei totalmente, nunca tinha dançado na frente de pessoas que não familiares. Estava a me sentir uma idiota naquela roupa e para completar minha irmã disse que um de seus amigos questionou sobre minha idade e ela disse: 18, e ele, por sua vez: Nossa, está mais para 8._ Whats? Como assim?_ Foi a roupa. Só pode. Tenho certeza.
Por sorte e coincidência, pouco depois um colega chegou e dançamos juntos. kkkk, se bem que sobre dançar...
[...] Um garoto me chamou para dançar, demonstrando muita vontade, embora inicialmente meio sem jeito e eu fui sincera (como sempre sou) : "Sou um lixo dançando". _Não tem problema não, eu te ensino_ Ele disse com um sorriso no rosto mais uma vez por estar com a menina que outros gostaríam.
Mas, esse semblante não durou muito tempo kkkk. Menos de 5 minutos ele parou de dançar, pediu para eu deixar para lá e foi ficar com os amigos. Acreditam que o desgraçado me imitou e até disse o quanto eu danço mal?_ Não creio. Que babaca!_ Preciso dizer que sismei da cara dele?_kkk_ Canceriana sendo canceriana.
Depois disso voltei a dançar com meu colega, que se mostrou muito paciente.
A verdade é que o que eu mais receei não ocorreu. Mesmo dançando desprezivelmente, estando com vestes e cara de 13 anos e ser muito introvertida eu não fiquei sozinha em nenhum momento.
Conversei com alguns garotos, que vieram até mim, dei até meu telefone, mas não aceitei ficar com nenhum. Essa não era minha intenção naquela noite.
Foi uma festa dúbia, para ser sincera. Meio dilemático dar minha opinião. Pois, por um lado fez-me bem ao ego saber que não tem sido vãos meus desvelos com minha imagem; Por outro, tirei conclusão que todas as festas e shows que minha mãe me privou fez-me não apenas não me apetecer muito esses tipos de lugar como contribuiu a eu me comportar como uma doente mental que não sabe o que fazer em locais assim.
De qualquer forma, já respondi a minha irmã quando ela me questionou se eu iría de novo: "Aulas de dança, cirurgias plásticas e roupas de menina de 18 anos".
PS: Adiei a outra postagem, pois tinha de falar sobre essa festa.
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